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“Estou feliz em voltar para Bariri, onde fiz bons amigos”, comentou Padre Heitor em entrevista ao jornal Candeia – Foto: Rosana Acçolini/Candeia

Domingo, 5, durante a missa das 19h, houve a posse canônica de padre Heitor Sapattini, 75 anos, como vigário da Paróquia Nossa Senhora das Dores de Bariri. “Eu vim para auxiliar”, ele afirmou em entrevista ao Candeia, na manhã de segunda-feira, 6.
A celebração contou com a participação do pároco Ériko Thiago Nogueira e do diácono Jamil Stefanutto. Fiéis de Jaú e da Paróquia Santa Luzia marcaram presença, além da comunidade central. “Estou feliz em voltar para Bariri, onde fiz bons amigos”, ele admite.
Padre Ériko está de férias, então durante os primeiros dias Padre Heitor vai substituí-lo em todas as tarefas paroquiais – atividades de movimentos e pastorais estão em recesso. Quando a programação se normalizar, os dois sacerdotes vão continuar se revezando em algumas funções, como celebrações eucarísticas, confissões, atendimento à comunidade. Mas, exatamente, o que será de responsabilidade exclusiva de cada um, ainda não está definido.

Ordenação tardia

Padre Heitor nasceu em Bocaina, no antigo engenho dos Tonon, mais foi registrado em Dois Córregos. Ele se ordenou em 1994, aos 50 anos, após atuar como professore e diretor de escola por cerca de 30 anos.
No início atuou na cúria diocesana, depois começou a trabalhar em várias paróquias da periferia de São Carlos, como São Benedito (Bairro Antenor Garcia); Rosa Mística e Santa Rita de Cássia.
A primeira paróquia central que atuou foi em Bariri, na Nossa Senhora das Dores, como vigário de Padre Marcelo Aparecido Souza e junto com Padre Ismael Fraga.
Reconhece, no entanto, que a melhor fase da vida sacerdotal foi na Paroquia de Santa Luzia em Bariri. Lembra que acabou com as festas da padroeira que, segundo ele, incentivavam o consumo de bebidas alcóolicas. “Sobrevivíamos com o dízimo e a venda de fogazza), afirma.
Para isso, relata que aos poucos montou cozinha completa para a confecção dos salgados. Também criou a Pastoral Familiar com o Centro Pastoral da Sagrada Família e o grupo de alcoólicos anônimos.
Também passou pela Paróquia de São Francisco de Araraquara, ainda na periferia. “Coloquei em ordem a parte administrativa, criando o Conselho de Assuntos Econômicos Paroquiais (Caep).
A última paróquia que atuou foi a São João Batista de Dourado, como auxiliar do Padre José Antonio, hoje substituído pelo pároco Kelcio Henrique Feitosa.
Para ele, Padre José Antonio é um “mártir”, que deixou obras de grande extensão social, como a rádio comunitária, Centro São Domingos Sávio (SDS), que conta com Centro de Convenção, além do pesqueiro. “É um patrimônio da diocese. Nada está no nome dele”, ressalta. Diz que torce para que pelo menos parte dessa obra não pereça.