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Alberto Chaim durante apresentação do texto-base: ações devem buscar a restauração da pessoa caída – Alcir Zago/Candeia

Representantes de pastorais e movimentos ligados à Igreja Católica participaram na noite de 5 de março, no Centro de Catequese e Evangelização (CCE), da apresentação do texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano.

O tema foi abordado pelo coordenador da CF na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, Alberto Chaim.

O tema da campanha deste ano é “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, inspirado na Parábola do Bom Samaritano. O lema é “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”.

Em sua explanação, Chaim destacou quem define o próximo não “sou eu”, mas o próximo.

Dividiu a apresentação em três partes: ver, julgar (compaixão) e agir (cuidou dele).

Conforme o texto-base da campanha, no mundo como um todo a indiferença tem crescido. Soma-se a isso a má distribuição de renda. O Brasil, por exemplo, é o nono país mais desigual do planeta, com milhares de pessoas vivendo na extrema pobreza.

Outro ponto é a violência contra crianças, adolescentes e mulheres. “O ódio é outro inimigo que tem crescido”, disse Chaim. “Em geral, a sociedade está cada vez mais intolerante”. Mostra disso está em várias manifestações nas redes sociais, como o Facebook.

Segundo o coordenador, o conceito de Justiça é dar ao outro o que merece, seja algo positivo ou negativo (pena por um crime cometido).

Para o Evangelho, é preciso cuidar da pessoa caída, mesmo que não mereça. Chaim lembrou que isso não significa ser conivente com atitudes incorretas, mas que é preciso que a ação busque a restauração da pessoa caída.

Citou a passagem da Bíblia que trata da mulher flagrada em adultério. Jesus disse que também não iria condená-la, mas falou para não pecar mais.

Finalizou a apresentação citando que a pessoa pode espelhar suas atitudes em dois tipos de bacias. A primeira é a de Pôncio Pilatos, que lavou as mãos diante de Jesus. Outra bacia é a utilizada na missa de Lava-Pés, que significa estar a serviço do próximo.