Procedimento vai ser no Fórum de Bariri (SP) nesta quarta-feira (11); réu Rodrigo Pereira Alves deve participar. Universitária de 19 anos foi encontrada morta no dia 25 de setembro.
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Homem acusado de matar universitária Mariana Bazza, de Bariri, ajudou a jovem a trocar o pneu — Foto: TV TEM/Arquivo Pessoal
A Justiça realizará nesta quarta-feira (11) a primeira audiência de instrução em relação ao crime contra a universitária Mariana Bazza, de 19 anos, encontrada morta em Bariri (SP) no último dia 25 de setembro. A audiência está marcada para 10h, no Fórum da cidade.
Segundo a promotora Gabriela Silva Gonçalves Salvador, responsável pela acusação, neste primeiro movimento processual a Justiça fará a colheita de prova oral.
Rodrigo Pereira Alves, de 37 anos, acusado de ser o autor dos crimes de latrocínio, estupro e ocultação de cadáver, deverá deixar a Penitenciária de Iaras, onde está preso, para participar da audiência.
O advogado Evandro Demétrio foi designado por sorteio para ser o defensor do acusado. O sorteio faz parte de um convênio entre a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Tanto Demétrio quanto o MP não informaram detalhes do procedimento desta quarta-feira porque o caso corre em segredo de Justiça.
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Mariana Bazza, de 19 anos, foi encontrada morta após desaparecer em Bariri — Foto: Facebook/Reprodução
A jovem desapareceu ao sair da academia onde frequentava, em Bariri, no dia 24 de setembro, ao receber ajuda de Rodrigo Pereira Alves para trocar o pneu do carro. Ela foi encontrada morta um dia depois em uma área de canavial em Ibitinga (SP).
Rodrigo foi preso em Itápolis (SP) e foi denunciado pelo Ministério Público por estupro, latrocínio e ocultação de cadáver. A denúncia foi aceita pela Justiça no dia 10 de outubro.
Denúncia
De acordo com a denúncia do MP, Rodrigo roubou o carro, a carteira da vítima com documentos pessoais, R$ 110 em dinheiro, o celular dela e uma caixa de som. Ele também foi acusado de estupro e ocultação de cadáver, por isso pode ter a pena aumentada durante o processo.
Ainda de acordo com a denúncia, Rodrigo saiu da chácara para calibrar o pneu com o corpo de Mariana dentro do carro. O laudo necroscópico do IML de Araraquara apontou que a vítima foi estuprada e morta na chácara onde o acusado trabalhava como pintor.
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Corpo foi encontrado em uma área de canavial na região de Ibitinga — Foto: Polícia Civil / Divulgação
Ainda de acordo com o MP, Rodrigo é multirreincidente, pois já cumpriu pena de 16 anos por roubo, sequestro, extorsão e latrocínio tentado, e havia saído da cadeia cerca de 30 dias antes do crime.
Ele está preso desde o dia 25 de setembro. Inicialmente ele foi levado para o CDP de Bauru, mas no dia 26 de setembro foi transferido para a Penitenciária de Iaras.
Crime premeditado
Uma câmera de segurança da academia que Mariana frequentava registrou quando Rodrigo se aproxima do carro da vítima e fica encostado nele durante alguns minutos. (veja abaixo)
Nesse momento, segundo a polícia e o MP, Rodrigo murchou o pneu do carro para, depois, oferecer ajuda.
Cerca de meia hora depois, quando a jovem sai da academia e encontra o pneu vazio, Rodrigo, que estava do outro lado da avenida, começa a gritar para alertar sobre o problema – apesar dele não ter visão nenhuma do pneu vazio, o que comprova a teoria de que ele premeditou o crime.
Segundo o relato da amiga da vítima, Heloísa Passarello, Rodrigo atravessou a avenida falando sobre o problema e insistindo para que ela aceitasse ajuda.
Nas imagens dá para ver os dois conversando quando Rodrigo atravessa a avenida e entra em uma chácara, onde ele trabalhava como pintor.
Logo após a amiga deixar o local, Rodrigo volta e conversa mais um pouco com Mariana, até que ela entra no carro, dá volta na avenida e entra na chácara.
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Imagem mostra suspeito abordando Mariana Bazza e amiga dela na frente de academia — Foto: Reprodução/TV Globo
No imóvel, o suspeito trocou o pneu do carro de Mariana. A jovem chegou a fazer uma foto dele trocando o pneu e mandou para parentes. (veja abaixo)
Após a ajuda, o carro de Mariana aparece no vídeo deixando a chácara. A polícia diz que Rodrigo estava na direção do veículo.
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Mariana enviou a foto do suspeito trocando o pneu do carro em Bariri — Foto: TV TEM / Reprodução
Além da foto, Mariana chegou a mandar mensagens ao namorado. O G1 teve acesso à conversa entre Mariana e Jefferson Vianna.
Nas mensagens pelo WhatsApp, é possível ver que a universitária avisa sobre o pneu furado, os procedimentos que estavam sendo feitos e que recebia ajuda do suspeito. Mariana e o namorado mantiveram contato até 8h36. Uma das últimas mensagens da jovem foi “terça-feira pesada”.
Homenagem da mãe
Após um mês da morte de Mariana Bazza, a mãe da universitária, Marlene Bazza, postou no dia 24 de outubro um desabafo nas redes sociais sobre o quanto ainda era difícil a dor da perda e da saudade.
“Como poderíamos esperar que tudo isso fosse acontecer minha filha. Hoje faz um mês da sua partida e estou aqui tentando juntar os cacos. Meu coração sangra de tanta saudade de você. Tudo que planejamos foi tirado de um modo que não gosto nem de lembrar “, afirma.
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Mãe de Mariana Bazza fez desabafo na internet sobre morte da filha um mês após o encontro do corpo — Foto: Reprodução/Facebook
Muitos amigos também prestaram homenagens para a jovem nesta quinta-feira e lamentaram o assassinato.
“Hoje a saudade apertou. Um mês que você tornou nosso anjo da guarda, nossa estrelinha, brilha muito”, afirmou uma amiga nas redes sociais.
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