
Mulher e marido foram presos preventivamente em Pederneiras pela Polícia Civil de Bariri (Divulgação)
A Polícia Civil de Bariri cumpriu na quinta-feira (9) mandados de prisão preventiva contra duas pessoas investigadas por envolvimento em um esquema de desvio de valores que pode ultrapassar R$ 2 milhões.
As diligências foram realizadas na cidade de Pederneiras, onde foram localizados e presos C.M.T. e seu marido, G.C.R.
De acordo com as investigações conduzidas no âmbito de inquérito policial, C.M.T. é apontada como principal responsável pelo esquema, que teria ocorrido enquanto ela atuava como gerente de contas em uma agência bancária de Bariri.
Segundo apurado, ela teria se aproveitado da função para desviar valores de contas de clientes, prática que configura, em tese, crimes de estelionato qualificado.
As autoridades também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Conforme a Polícia Civil, o marido da investigada, G.C.R., teria colaborado com a ocultação e movimentação dos valores de origem ilícita, contribuindo para dificultar o rastreamento dos recursos desviados.
Ainda segundo a investigação, a instituição bancária foi obrigada a ressarcir os clientes prejudicados, o que gerou prejuízo direto à própria agência.
As prisões foram decretadas após representação da autoridade policial junto ao Poder Judiciário, diante dos elementos reunidos ao longo do inquérito. O casal permanecerá preso preventivamente e à disposição da Justiça, devendo responder pelos crimes apurados no curso do processo.
Queixas
Conforme noticiado pelo Candeia, o caso tem relação com investigação iniciada em julho de 2025, quando a Polícia Civil de Bariri abriu inquérito para apurar denúncias de um suposto golpe envolvendo funcionários de uma agência bancária no município.
À época, vítimas relataram que o esquema consistia na realização de empréstimos fraudulentos utilizando dados de correntistas, incluindo aposentados. Pelo menos 12 pessoas registraram queixas.
Na ocasião, estimava-se que os desvios poderiam chegar a cerca de R$ 3,2 milhões. Os investigados poderiam responder por crimes como estelionato e organização criminosa. Também foi informado que uma funcionária suspeita – presa preventivamente na quinta-feira (9) –, ocupante de cargo elevado na agência, havia sido desligada da instituição.
As informações foram confirmadas, à época, pelo delegado de Polícia Civil de Bariri, André Luiz Ferreira, responsável pela instauração do inquérito.
























