
Gilson de Souza Carvalho durante fala na Câmara, com presença maciça de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (Alcir Zago/Candeia)

O presidente do Sindicato dos Servidores Publico Municipal de Bariri, Gilson de Souza Carvalho, utilizou a Tribuna da Câmara de Bariri na sessão de 18 de agosto para criticar os ataques sofridos pelas Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs). Elas compareceram em peso à reunião legislativa.
A questão é que está em trâmite ação na Justiça do Trabalho equiparando o salário delas com o de professor. Caso não haja mais possibilidades de recurso, a Prefeitura de Bariri terá de efetuar a implementação em folha de pagamento do piso nacional do magistério.
O prefeito Airton Luis Pegoraro (Avante) disse em diversas ocasiões que o Executivo não irá dispor de recursos suficientes para o reajuste. Nesse sentido, a administração municipal vem efetuando estudos, um deles a alteração de regime de trabalho do funcionalismo de CLT para estatutário.
Segundo Gilson, toda essa situação está colocando em campos distintos categorias de servidores públicos, especialmente professores contra as ADIs. Cita que há ataques também por representantes do governo municipal.
O dirigente sindical defende o pagamento do piso do magistério a essas profissionais por haver previsão legal na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e na Classificação Brasileira de Ocupações.
Afirma que a implementação em folha não irá “quebrar” os cofres públicos e que existe má gestão dos recursos, como reajuste no valor da merenda escolar.
Outro ponto mencionado por ele é que desde o governo anterior o sindicato buscou conciliar um reajuste para as profissionais, mas os gestores preferiram aguardar pela decisão da Justiça.
Gilson reclamou que o sindicato não é chamado a participar dos estudos e pediu aos vereadores para que isso ocorra caso seja encaminhado algum projeto de lei ao Legislativo.
Quatro vereadores trataram do assunto na sessão camarária, nessa ordem: Daniel de Oliveira Rodrigues (PP); Francisco Leandro Gonzalez (Avante); Paulo Fernando Crepaldi (PSB); e Myrella Soares da Silva (União Brasil).
Em linhas gerais, solidarizaram-se com as ADIs, reclamaram dos embates entre as categorias de servidores da prefeitura, valorizaram o trabalho das profissionais na primeira infância e que o Executivo deveria estudar um plano de carreira para todos os funcionários públicos.
























