
Por seis votos a três, a Câmara de Vereadores de Bariri cassou o mandato da vereadora Myrella Soares da Silva (União Brasil).
O julgamento da denúncia que apura infração político-administrativa cometida pela vereadora foi realizado em sessão extraordinária na segunda-feira (14).
Foram favoráveis à cassação a relatora Aline Mazo Prearo (Republicanos); Daniel de Oliveira Rodrigues (PP); Laudenir Leonel de Souza (PL); Ricardo Prearo (PSD); Roni Paulo Romão (PL) e Paulo Fernando Crepaldi (PSB).
Foram contrários Francisco Leandro Gonzalez (Avante), Rubens Pereira dos Santos (PSD) e Ivani Maria de Carvalho (União Brasil) e suplente de Myrella.
A decisão acompanhou o relatório da vereadora Aline Mazo Prearo (Republicanos), que votou pela procedência parcial da denúncia. Segundo ela, Myrella, agente administrativo na Prefeitura de Bariri, teria recebido valores indevidos de horas extras.
Outras duas denúncias que pesavam sobre a vereadora – desempenhar atividades típicas de chefia, direção e assessoramento na Diretoria de Saúde e praticar advocacia administrativa ao exercer influência indevida em função do cargo político – foram arquivadas por unanimidade de votos.
Por decisão de todos os envolvidos – Myrella, vereadores e defesa – não foram lidas as peças requeridas pelos vereadores e pela denunciada, conforme previsto no Decreto-Lei nº 201, de 1967.
Como próximo passo, foi aberta então a palavra aos vereadores. Oito vereadores se pronunciaram Em seguida, a defesa de Myrella apresentou suas alegações. Por fim, a própria vereadora utilizou a tribuna para pronunciamento.
A Comissão Processante (CP) da Câmara de Bariri foi aberta a pedido de Valentina Fátima João Navarro, que era motorista da Prefeitura e foi demitida por justa causa após abertura de Processo Administrativo no Executivo.
Um dos motivos do desligamento é que Valentina teria agredido fisicamente Myrella no início de janeiro deste ano, após tomar conhecimento que seria transferida de setor.
No pedido remetido ao Legislativo, Valentina citou que “embora a vereadora denunciada não tenha sido formalmente nomeada para cargo comissionado ou gratificado, verifica-se que, na prática, ela desempenha atividades típicas de chefia, direção e assessoramento na Diretoria de Saúde do município”.
Aponta, também, que era comum ver Myrella ao lado da então diretora de Saúde, Ana Paula Rodrigues de Arruda Falcão, agindo na formulação de políticas públicas.
Outros apontamentos no pedido de CP são que desde o início deste ano Myrella passou a receber valores expressivos com horas extras e teria feito indicações para servidores atuarem na unidade local do Poupatempo.

























