
“Santa Casa lança programa para reduzir fila de espera de pacientes que esperam por cirurgia; em contrapartida, oferta de fisioterapia para a rede pública em Bariri é paralisada”
Duas matérias nesta edição do Candeia mostram situações distintas em relação à Saúde de Bariri.
A primeira delas é que a Santa Casa lançou programa com o intuito de ampliar o acesso a consultas, exames pré-operatórios e cirurgias em diversas áreas para moradores de Bariri e Itaju. O objetivo é agilizar o atendimento e reduzir filas de espera.
Na coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (7) no hospital, o médico Luiz Carlos Ferraz do Amaral comentou que há estrutura e profissionais para a realização de procedimentos cirúrgicos na Santa Casa local, no entanto, é preciso acelerar a realização de exames para que a fila de pessoas que esperam por cirurgias ande mais rápido.
Do ponto de vista financeiro, o “pulo do gato” para que o único hospital existente em Bariri conseguisse realizar as cirurgias foi a transferência de recursos do governo estadual por meio do SUS Paulista.
Já que o governo federal há anos não reajusta a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), o Estado decidiu dar uma injeção de recursos para santas casas e hospitais filantrópicos. E a Milionária do Vale tem conseguido aumentar os valores repassados por conta de metas atingidas.
Um morador de Bariri que espera por uma cirurgia de vesícula, por exemplo, deverá ser atendido mais rapidamente. E isso terá impacto positivo na qualidade de vida dele e também na menor necessidade de buscar eventualmente atendimento no pronto-socorro por conta de dores causadas pelos cálculos na vesícula.
E é essa mesma falta de reajuste da tabela do SUS que está impactando negativamente em Bariri na oferta de sessões de fisioterapia na rede pública.
A fisioterapeuta Vanderléia Paleari Faiolli conta que há mais de 20 anos recebe R$ 4,67 por cada sessão, realizando em torno de 900 por mês.
Buscou reajuste junto ao governo municipal e, como não foi atendida, decidiu parar com os atendimentos na rede pública a partir de 1º de julho.
A Prefeitura de Bariri ainda não veio a público informar como será o atendimento fisioterápico para pacientes que necessitam. A expectativa é que haja solução rápida para que não sejam prejudicados.
























