
Vereadora Myrella Soares da Silva: legislação determina seis votos para cassação do mandato (Arquivo/Candeia)
A Câmara de Bariri realizará sessão extraordinária na segunda-feira (14), a partir das 18h, para julgamento de denúncia que apura eventual infração político-administrativa cometida pela vereadora Myrella Soares da Silva (União Brasil).
Conforme o Decreto-Lei nº 201, de 1967, na sessão serão lidas as peças requeridas pelos vereadores e pelo denunciado. Posteriormente, será aberta a palavra aos vereadores.
Em seguida, Myrella ou sua defesa terão prazo de 2 horas para apresentar suas alegações. São necessários seis votos para que o mandato seja cassado.
A Comissão Processante (CP) da Câmara de Bariri foi aberta a pedido de Valentina Fátima João Navarro, que era motorista da Prefeitura e foi demitida por justa causa após abertura de Processo Administrativo no Executivo.
Um dos motivos do desligamento é que Valentina teria agredido fisicamente Myrella no início de janeiro deste ano, após tomar conhecimento que seria transferida de setor.
No pedido remetido ao Legislativo, Valentina cita que “embora a vereadora denunciada não tenha sido formalmente nomeada para cargo comissionado ou gratificado, verifica-se que, na prática, ela desempenha atividades típicas de chefia, direção e assessoramento na Diretoria de Saúde do município”.
Aponta, também, que era comum ver Myrella ao lado da então diretora de Saúde, Ana Paula Rodrigues de Arruda Falcão, agindo na formulação de políticas públicas.
Outros apontamentos no pedido de CP são que desde o início deste ano Myrella passou a receber valores expressivos com horas extras e teria feito indicações para servidores atuarem na unidade local do Poupatempo.
O Candeia apurou que a relatora da CP, vereadora Aline Mazo Prearo (Republicanos), votou pela procedência parcial da denúncia, pelo fato de Myrella, agente administrativo na Prefeitura de Bariri, supostamente ter recebido valores indevidos de horas extras.
Ainda segundo checado pela reportagem, Francisco Leandro Gonzalez (Avante), presidente da CP, e Rubens Pereira dos Santos (PSD), membro da comissão, opinaram contra o relatório, requerendo o arquivamento de denúncia.
























