
Imagem de satélite evidencia mudança de cor da água do Rio Tietê no interior de SP (Foto: Copernicus Data Space Ecosystem/Divulgação)

Em pesquisa inédita, expedição no Rio Tietê vai analisar a presença na água de remédios, pesticidas e microplásticos. (Foto: Reprodução/TV Globo).

Expedição no Rio Tietê analisa se a água tem microplásticos. Na região de Bauru, passaram por Botucatu, Barra Bonita e Bariri. (Foto: Reprodução/TV Globo).
Uma expedição científica promovida pela Fundação SOS Mata Atlântica analisou a qualidade da água do Rio Tietê em cidades do noroeste e centro-oeste paulista.
O objetivo foi coletar dados sobre a qualidade da água, presença de microplásticos, pesticidas, fármacos e impacto da poluição nos ecossistemas aquáticos.
A iniciativa, que ocorreu entre 09 e 13 de junho, reuniu pesquisadores de universidades e centros de pesquisa em uma jornada de mais de 1.030 quilômetros, da nascente à foz do rio.
A expedição passou por 15 municípios paulistas ao longo de cinco dias, e também contou com ações educativas e de comunicação durante o percurso. Na região de Bauru, os especialistas passaram por Botucatu, Barra Bonita e Bariri.
Os resultados serão compartilhados com a sociedade em 22 de setembro, Dia do Rio Tietê, e poderão contribuir para o planejamento da gestão hídrica em São Paulo.
Além de análises físico-químicas e microbiológicas da água, a equipe avaliou a presença de microplásticos, pesticidas, fármacos e até a emissão de gases de efeito estufa, como o CO₂, associado à degradação da matéria orgânica nos rios.
A jornada começou em Salesópolis, onde o rio nasce, e seguiu por Mogi das Cruzes e Guarulhos. Depois, foi a Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Salto e Anhembi. Dia 11 de junho, terceiro dia, o percurso continuou por Botucatu, Barra Bonita e Bariri. No quarto dia, os pontos de coleta aconteceu em Ibitinga (km 708), Promissão e Avanhandava. Por fim, a expedição encerrou o trajeto em Pereira Barreto e Itapura, já na foz do Tietê, totalizando cerca de 1.030 quilômetros de rio monitorados.
Os dados coletados nessas regiões são fundamentais para entender os efeitos cumulativos da poluição ao longo de todo o curso do Tietê.
A ação envolveu cientistas da Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP (CENA/USP), além de integrantes do Projeto IPH (Índice de Poluentes Hídricos).
A expedição também contou com atividades educativas e ações de comunicação durante todo o percurso, com o objetivo de engajar a população local.
Fonte: G1 e Fundação SOS Mata Atlântica
























