Desde 2019, a campanha “Julho Amarelo” alerta para prevenção e cuidados com as hepatites virais, através de ações de vigilância, prevenção e controle da doença.
De acordo com Mariana Prearo, diretora municipal de Saúde, durante o ano toda a rede básica realiza testagens gratuitas para as hepatites nas unidades de saúde locais. No mês dedicado ao combate da doença, entretanto, as ações são intensificadas. “No caso de pacientes acometidos da doença, eles são acompanhados em Jaú, que é a referência para Bariri”, esclarece.
O diagnóstico precoce de hepatites virais favorece o início do tratamento, acessível a todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece tratamento para todos os tipos da doença, independentemente do grau de lesão do fígado.
Nem sempre a doença apresenta sintomas, mas quando aparecem, estes se manifestam na forma de cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Informação
De acordo com Michelle Harriz, hepatologista do Sistema Hapvida, as hepatites virais podem ser transmitidas por meio da água sem tratamento, de alimentos contaminados, mãos mal higienizadas, contato com fluidos corpóreos, sangue ou relação sexual sem proteção. São classificadas em hepatites virais A, B, C, D e E.
A maior arma contra as hepatites é a informação. “Sabendo que elas existem e podem trazer um grande dano ao organismo como insuficiência hepática – com necessidade de transplante de urgência –, ou ainda cirrose e câncer no fígado, saberemos o quão importante é prevenir e tratar para evitar a disseminação dos vírus, que necessitam se replicar no organismo humano”, explica Michelle.
A especialista diz que a realização de exames de rotina e coleta de sorologia devem ser feitos mesmo nas pessoas que não apresentem sintomas. “Assim podemos, por exemplo, detectar e tratar de forma precoce a hepatite C antes que cause complicações como cirrose e câncer primário do fígado.” A hepatologista destaca ainda que existem vacinas para as formas A e B da doença, sendo que apenas a última está disponível pelo Programa Oficial de Vacinação.
Formas de contágio
As hepatites virais podem ser transmitidas pelo contágio fecal-oral, especialmente em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos; pela relação sexual desprotegida; pelo contato com sangue contaminado, através do compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos perfuro-cortantes; da mãe para o filho durante a gravidez (transmissão vertical), e por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados.
A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste, gratuitamente, em qualquer Unidade de Saúde e, em caso de resultado positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.
Fonte: Assessoria de Comunicação

O diagnóstico precoce de hepatite favorece o início do tratamento, acessível a todos pelo SUS.
Da Redação
























