
O objetivo foi analisar as prioridades locais de saúde e formular diretrizes no âmbito das esferas municipal, estadual e da União – Alcir Zagop/Candeia
Na manhã de quarta-feira, 24, foi realizada a 3ª Conferência Municipal de Saúde, no Centro Educacional, Cultural e de Exposição Mario Fava, coordenada pelo Conselho Municipal de Saúde e Diretoria de Saúde, com o tema “A Retomada dos Serviços e Ações em Saúde pública pós-pandemia”.
O objetivo foi analisar as prioridades locais de saúde e formular diretrizes no âmbito das esferas municipal, estadual e da União. A ideia foi ampliar a participação popular na elaboração das políticas públicas e de saúde, através do debate proporcionado durante o evento.
O encontro contou com a participação de autoridades do Executivo e Legislativo, agentes públicos, servidores e profissionais ligados à saúde. O prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB) abriu o evento, lembrando o período crítico vivenciado pelo Covid, que concentrou a maioria das decisões. Para ele, agora já é possível focar no planejamento das ações.
A vereadora Myrella Soares da Silva (DEM) citou as perdas de tantas pessoas pelo Covid e reforçou a necessidade de ouvir o paciente em seu momento de fragilidade e primar pela resolutividade.
Marina Prearo, Diretora de Saúde, enfatizou a importância dos enfermeiros e as equipes de saúde, da rede básica e hospitalar que atuaram na linha de frente da Covid,
O pediatra Renato Gonçalves Felix, vice-presidente do Conselho Administrativo da Santa Casa ressaltou que os profissionais de saúde se mantiveram no exercício de suas funções em razão do compromisso da profissão e empatia aos pacientes.
Para embasar as discussões e nortear a formulação de propostas para o setor, três eixos temáticos foram ministrados durante a conferência.
O primeiro eixo – “As dificuldades do financiamento das ações e serviços públicos em saúde” – foi exposto por Gilson Augusto Scatimburgo, que defendeu que os municípios são os maiores financiadores do SUS, uma vez que destinam para a saúde bem mais recursos do que o determinado por lei, enquanto que estados e União cumprem apenas o que a lei os obriga.
No eixo 2 – “Os desafios para retomada da rede de serviços da atenção primária” – Neusa Maria Delgado afirmou que desafio atual na retomada dos serviços da atenção básica é identificar a realidade do momento que vive o país e os municípios.
Por último, no eixo 3 – “A importância da democratização e participação da sociedade civil na gestão do SUS” – Renato Felix sinalizou duas ideias: o compromisso com a mudança através da participação de cada munícipe e o fato de que “Juntos Somos Mais Fortes”.
Após discussão geral, foram aprovadas 12 propostas direcionadas à área da saúde municipal, que serão relatadas à Diretoria da Saúde e, posteriormente, divulgadas e incorporadas às diretrizes do setor.
Fonte: Silvia Regina Martins Ferreira Lopes, Secretária do Conselho Municipal de Saúde
























