
Denise Sgaviolli – “É preciso conhecer o déficit existente e fazer várias adequações sem perder o foco da qualidade do atendimento aos pacientes e familiares” – Alcir Zago/Candeia
Desde julho a enfermeira Denise Sgaviolli passou a coordenar os serviços hospitalares da Santa Casa de Bariri, mas há uma semana o desafio aumentou: ela aceitou o convite do prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB) para ser a gestora geral do hospital. Um ponto positivo é que ela tem a confiança do Conselho Superior de Administração da Santa Casa de Bariri. Na entrevista ao Candeia, Denise diz que precisa conhecer o déficit existente e fazer as adequações necessárias. A gestora pretende tornar o hospital viável financeiramente e adianta que no período pós-Covid a equipe geral do hospital será dimensionada para que caiba no orçamento da instituição. Denise formou-se pela Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia de Jaú em 1987 e atuou desde então como enfermeira na área hospitalar e saúde pública.
Candeia – Como você recebeu a indicação de seu nome para ser a gestora geral da Santa Casa de Bariri?
Denise – Com surpresa e muita apreensão. Para ser sincera, com receio e medo por se tratar de uma responsabilidade enorme. Medo de não corresponder às expectativas da equipe e principalmente as que sonho em realizar na Santa Casa de Bariri, entidade que faz parte da minha história de vida e pela qual tenho um enorme amor.
Candeia – Quais os maiores desafios à frente da administração do hospital?
Denise – Tornar o hospital viável financeiramente, mas conjuntamente conduzir o hospital para um excelente atendimento médico e de enfermagem. E também um lugar agradável, dentro das normas sanitárias exigidas.
Candeia – Quais as maiores preocupações do Executivo na gestão da Santa Casa, visto que a instituição está sob intervenção do município?
Denise – Creio que seja o de oferecer à população resultados satisfatórios e tratamento adequado na saúde.
Candeia – Como avalia seu trabalho como coordenadora de serviços hospitalares, desde o início de julho?
Denise – Foi iniciado um trabalho efetivo na condução do que sempre me empenhei, que é um atendimento de qualidade e uma equipe motivada e satisfeita com o atendimento oferecido. Ou seja, humanizar o atendimento ao paciente.
Candeia – É sabido que as despesas para manutenção do pronto-socorro e da parte ambulatorial e hospitalar são maiores que as receitas. Como equacionar as contas?
Denise – Em primeiro lugar preciso conhecer o déficit existente. Várias adequações deverão ser feitas à parte desse entendimento sem perder o foco da qualidade do atendimento aos pacientes e familiares.
Candeia – Em relação aos funcionários, a senhora pretende manter o atual quadro ou haverá mudanças?
Denise – Mudanças serão feitas, ou melhor, elas já estão sendo feitas desde que assumi a coordenação. Posso garantir que o pós-Covid deverá ser dimensionada a equipe geral do hospital para caber no nosso orçamento.
Candeia – É possível a Santa Casa contar com mais recursos, públicos, de convênios e particulares?
Denise – Tenho certeza que teremos apoio de vários segmentos para solucionarmos problemas existentes. Os problemas serão colocados para que todos tenham real noção das nossas necessidades e com isso obter a ajuda que tanto necessitamos.
Candeia – Como a senhora pretende atuar para a oferta de serviços médicos, incluindo os plantões à distância?
Denise – Oferecendo qualidade e segurança no atendimento, fortalecendo a equipe. A segurança e a transparência no nosso trabalho consequentemente atraem o profissional para o hospital. O corpo clínico também deverá se fortalecer.
























