
Durante a coletiva, Mozart reconheceu que houve aumento de casos em Bariri e região e que a rede de apoio hospitalar de Jaú e Bauru está comprometida – Robertinho Coletta/Candeia
Terça-feira, 19, a coletiva de imprensa realizada na Prefeitura de Bariri era para tratar de decreto municipal regulamentando o comércio e os serviços locais no Plano SP, mas a presença do atual gestor da Santa Casa de Bariri, Mozart Mariano, trouxe outro tema em pauta: a situação de leitos para atendimento da Covid-19 no único hospital local.
Mozart reconheceu que, aos moldes do que ocorre em toda a região e no próprio país, a cidade tem registrado aumento dos casos de infectados pelo coronavírus.
O movimento na Santa Casa tem sido maior nos últimos dias. Em 19 dias a cidade registrou quatro mortes pela Covid-19.
Segundo ele, os oito leitos clínicos e os oito leitos de unidade semi intensiva (chamada sala vermelha) destinados ao tratamento da doença estão disponíveis (em reais condições de uso), mas permanecem constantemente ocupados.
A situação se agrava porque a rede de apoio formada por hospitais da região, como Jaú e Bauru, também corre risco de colapso de serviços. Hospitais dessas duas cidades estão com 100%, 120% de sua capacidade de leitos ocupada.
Por exemplo, como não conta com esse aparato, se a Santa Casa receber caso que requer internação em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), deve transferir o paciente através da Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde (Cross). Nos últimos dias, não há vagas por esse sistema.
Por isso, Mozart ressaltou que a única forma de minimizar a situação é evitar a contaminação. “Não há outra solução que não seja o isolamento social e a utilização de máscaras e álcool gel. É o que todo mundo está cansado de saber: evitar a aglomeração”, reforçou.
O gestor ainda aconselhou que as pessoas somente procurem os serviços de urgência e emergência se realmente for necessário. “Se circular no local vai cruzar com pessoas contaminadas e contrair a doença”, afirma.
























