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Segundo Doria, a maior parte do território paulista está na fase laranja, inclusive a região de Bauru, que permite ao comércio abertura de quatro horas diárias – Divulgação

Sem regressão de fase em nenhuma região e com quarentena prorrogada até o dia 10 de agosto, o governador João Doria (PSDB) anunciou dia 24, sexta-feira,   a oitava atualização do Plano São Paulo de retomada econômica e enfrentamento do coronavírus.

O controle rigoroso de indicadores de saúde e reabertura gradual de atividades não essenciais viabilizou avanço das regiões de Araçatuba e Campinas da etapa vermelha para a laranja, e de Araraquara da etapa laranja para a amarela.

Das 17 áreas de DRSs (Departamentos Regionais de Saúde) estabelecidas no Plano São Paulo, apenas três permanecem na etapa vermelha, com restrição total ao atendimento presencial de comércios e serviços não essenciais.

A ocupação de leitos de terapia intensiva para pacientes COVID-19 nas regiões de Franca (82,5%), Piracicaba (84,8%) e Ribeirão Preto (91,4%) é considerada preocupante e exige a continuidade das restrições.

A maior parte do território paulista está na fase laranja, que permite funcionamento com 20% da capacidade de público em escritórios em geral, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias. A abertura é restrita a quatro horas diárias, todos os dias, ou seis horas durante quatro dias e fechamento por três.

Atualmente, essa etapa abrange as regiões de Araçatuba, Barretos, Bauru, Campinas, Marília, Presidente Prudente, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba, Taubaté e a sub-região Norte da Grande São Paulo.

Já a flexibilização intermediária da etapa amarela abrange as regiões de Araraquara, Baixada Santista e Registro, além da capital e sub-regiões Leste, Oeste, Sul e Sudeste da Grande São Paulo. Ela permite reabrir bares, restaurantes e salões de beleza com 40% da capacidade, além de academias com 30% de vagas e expediente limitado a seis horas por dia.

A permanência por 28 dias seguidos na fase amarela também permite a reabertura, com limitações, de espaços culturais como museus, bibliotecas, cinemas, teatros e salas de espetáculos.

Regiões de Araçatuba, Araraquara e Campinas avançam para fases menos restritas; Franca, Ribeirão Preto e Piracicaba continuam em alerta máximo – Divulgação

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria Especial de Comunicação

Segundo Patrícia, com recalibragem dos critérios, percentual de ocupação de leitos de UTI aumenta e dá estabilidade na transição entre as fases amarela e verde – Divulgação

 

Novas regras para o Plano SP

 

O governador João Doria (PSDB) anunciou segunda-feira, 27, novos critérios para o Plano São Paulo de retomada econômica e enfrentamento ao coronavírus. Agora, para uma região avançar da fase amarela à verde, o percentual de ocupação de leitos poderá variar entre 75% e 70%, além de permanecer por 28 dias consecutivos na etapa intermediária. As regras começaram a valer a partir de ontem, sexta (31).

A recalibragem visa garantir mais estabilidade no ajuste de fases, sobretudo na transição da amarela para a verde. Com as novas margens de capacidade hospitalar e de evolução da pandemia, as regiões ficam menos sujeitas a alterações de fase no Plano São Paulo sem uma mudança relevante nesses indicadores.

Dentre os critérios anunciados, está a alteração do índice de ocupação de leitos de UTI, que atualmente precisa estar abaixo de 60%, para até 75%.

A medida permite que os municípios liberem leitos de UTI reservados a pacientes graves com coronavírus para outras especialidades médicas que tiveram o atendimento adiado ao longo da pandemia.

Para garantir que a fase verde – a quarta menos restritiva nas cinco etapas do Plano São Paulo – seja alcançada por regiões que estejam caminhando para o controle da epidemia, qualquer Departamento Regional de Saúde (DRS) ou subregião deverá passar 28 dias consecutivos na fase amarela.

Outra atualização é que os indicadores de variação das internações e variação dos óbitos exigirão números absolutos por 100 mil habitantes.

Os novos índices ainda foram aprovados pelos especialistas do Centro de Contingência de coronavírus terça (28), uma vez que ficaram abaixo de entre 30 e 40 internações e de três e cinco mortes por 100 mil habitantes.

“Essa calibragem técnica é para promover estabilidade e só fazer transições de fase no momento correto”, declarou a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen. “Esses fatores absolutos são indicadores que têm sido utilizados mundialmente e que, na discussão do Centro de Contingência, insistiu-se nessa ‘trava’ além das quatro semanas”, completou.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria Especial de Comunicação