
Vista aérea de Bariri: maior nota do município é no quesito Autonomia e pior é no item Investimento (Divulgação)
O município de Bariri obteve nota 0,63 no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Os dados foram divulgados nessa semana e dizem respeito ao ano-base de 2024.
Com pontuação que varia de zero a um, o IFGF é composto pelos indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez.
Após a análise de cada um deles, a situação dos municípios é considerada crítica, se os resultados são inferiores a 0,4 ponto; em dificuldade, com resultados entre 0,4 e 0,6 ponto; boa gestão, resultados entre 0,6 e 0,8 ponto; ou de excelência, com resultados superiores a 0,8 ponto.
Por esse critério, Bariri está enquadrado como Boa Gestão. Municípios da região estão em melhor situação fiscal que a Milionária do Vale do Tietê (veja quadro).
Além de 2024, Bariri apresentou Boa Gestão nos anos de 2013, 2014, 2021 e 2022. O município foi classificado como Gestão em Dificuldade de 2016 a 2020 e no ano de 2023.
Em relação ao ano passado, conforme o índice da Firjan, Bariri recebeu nota máxima (1,0) em Autonomia e boa nota (0,92) em Gastos com Pessoal. Já o quesito Liquidez recebeu nota 0,42. O pior item é Investimento, com 0,20 de nota.
Trata-se de uma situação de amplo conhecimento no meio político local, tanto que na campanha política do ano passado os candidatos a prefeito mencionaram que os recursos públicos não eram suficientes para investimentos.
Economia
Na média, os municípios brasileiros atingiram 0,6531 ponto, referente à boa situação fiscal. De acordo com o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, é fundamental considerar que o cenário está melhor por conta dos resultados econômicos de 2024 e de maior repasse de recursos, mas que isso pode não se repetir em outros momentos.
“Também é importante frisar que, mesmo com maior folga fiscal, continuamos com uma parcela significativa de cidades em situação desfavorável, evidenciando desigualdades históricas e mantendo o Brasil longe de patamar elevado de desenvolvimento”, disse Caetano.
De acordo com o presidente da Firjan, as cidades precisam desenvolver ações para estimular a economia e gerar recursos localmente. “Assim, além de não ficarem tão vulneráveis aos ciclos econômicos, darão oportunidades para a população, com melhoria da renda e da qualidade de vida”, acrescenta Caetano. (Fonte: Agência Brasil)

























