Representantes do projeto Corcel Encantado, focado na equoterapia, ocuparam várias cadeiras da Câmara de Bariri na sessão de segunda-feira (21), pedindo ajuda à iniciativa que existe em Bariri há oito anos. Eles ergueram cartazes durante a reunião legislativa para dar mais visibilidade ao trabalho.
Vereadores que fizeram uso da palavra destacaram apoio. Myrella Soares da Silva (DEM) disse que se solidarizava com a causa. Edcarlos Pereira dos Santos (PSDB) disse que para 2023 seria possível aos vereadores apresentarem emenda do orçamento para atendimento do projeto, mas que a ajuda para este ano dependeria do Executivo.
Benedito Antonio Franchini (PTB) e Ricardo Prearo (PDT) comentaram que a prefeitura tinha conhecimento do pedido de ajuda feito pelo Corcel Encantado e que em breve o projeto deverá receber subvenção. Franchini lembrou que foi autor de projeto que tornou o Corcel Encantado de utilidade pública, medida necessária para o recebimento de recursos públicos.
Em outubro de 2017 a reportagem do Candeia esteve no Sítio Arco Íris, situado no bairro Lagoa Messias, para conhecer o projeto. Na ocasião, a responsável, equoterapeuta Paloma Larissa Dugnani Padovese, ressaltou que o atendimento era 100% gratuito.
Por falta de recursos e por causa da pandemia da Covid-19 há dois o trabalho foi interrompido. Na ocasião, eram atendidas oito crianças.
Paloma destaca que a equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde e educação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.
Segundo ela, o custo mensal para retomada do atendimento é de R$ 6 mil. Nele, estão incluídos fisioterapeuta, pedagoga, equoterapeuta, equitador e cuidador do animal, manutenção do local e cuidados com o cavalo.
Paloma conta que os voluntários resolveram procurar o Legislativo porque os trâmites para a parceria com a prefeitura estavam demorando. Pais de crianças que necessitam do projeto tinham pressa na resolução porque não têm condições financeiras de arcar com os custos da equoterapia e, além disso, a atividade traz bons resultados às crianças.

A menina Alícia, com hipotonia congênita, é uma das crianças que participavam do projeto | Divulgação
Da Redação
























