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Airton Pegoraro diz que administração da Santa Casa é exemplo em Bariri (Alcir Zago/Candeia)

O presidente da Câmara de Bariri, Airton Luis Pegoraro (MDB), destacou os investimentos feitos na Santa Casa de Bariri em diversos setores. Segundo ele, a gestão no hospital serve de modelo para o poder público local, tanto administração direta quanto indireta.
Durante Palavra Livre na sessão de segunda-feira (19), ele apresentou uma série de melhorias na Santa Casa. Frutos de emenda impositiva pelo Legislativo local, o hospital adquiriu aparelho de Raio X digital e iniciou o projeto do centro cirúrgico e obstétrico com maternidade.
Citou também emendas dos deputados estaduais Vinicius Camarinha e Itamar Borges em prol da unidade.
Além disso, o hospital recebeu doações de R$ 190 mil (anônima) para compra de dois aparelhos para o centro cirúrgico e de um terreno que será sorteado futuramente.
Pegoraro tratou, ainda, de reformas feitas no telhado da maternidade, de três quartos e do setor administrativo, construção de centro de diagnóstico que receberá o Raio X, revisão de contratos com fornecedores e CPFL Paulista e regularização de pendências junto a médicos e trabalhadores.
Também na Palavra Livre, o presidente do Legislativo comentou que conversou com o superintendente do Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba), Oscar Naufal.
O objetivo foi obter informações sobre o aumento da tarifa de água e esgoto no município.
Naufal relatou que o consumo de energia elétrica é alto e que a autarquia ainda deve continuar em situação financeira delicada, mesmo com a majoração da tarifa.
Pegoraro disse que o poder público não está pagando pelo consumo de água e que essa contrapartida poderia resolver o problema financeiro da autarquia.

Leandro Gonzalez, Evandro Folieni e Myrella teceram críticas à administração municipal na Palavra Livre (Alcir Zago/Candeia)

Outros três vereadores utilizaram a Palavra Livre na sessão de segunda-feira (19).
Francisco Leandro Gonzalez (Podemos) reclamou de ter sido chamado de covarde durante entrevista coletiva feita pela prefeitura para tratar da dengue. O motivo é que levou a situação do abandono do Estádio Farid Jorge Resegue ao conhecimento do Ministério Público (MP).
Para o vereador, essa situação pode configurar improbidade administrativa.
Entende que a administração municipal deveria fazer autocrítica e que covardia foi o que o governo Abelardo-Foloni fez com a cidade.
Outro ponto abordado por Leandro é que o Executivo reveja o valor do reajuste da tarifa de água do Saemba, a partir de janeiro deste ano. A conta mensal tem onerado muitas famílias.
Evandro Antonio Folieni (PP) falou de vários assuntos na reunião legislativa. Disse que foi informado que as unidades municipais de ensino estão sem produtos de limpeza para a higiene dos locais.
Comentou, também, que a prefeitura estaria fornecendo veículos oficiais para o atendimento particular de ex-prefeito.
Pediu ao prefeito Luis Fernando Foloni (MDB) que não permita que o antecessor interfira nos rumos do governo. Disse que essa e outras questões podem fazer com que Airton Pegoraro assuma o governo até abril.
Folieni fez críticas também à chefe de Gabinete, Maria Luíza Rodrigues. Reclamou do horário em que a servidora comissionada (residente em Ibitinga) chega ao trabalho e que ela teria feito comentários a funcionários de que Bariri tinha de se programar para a compra de soros para a dengue e de material de iluminação para o período do Natal.
Outro ponto abordado pelo vereador é que há diretores de escola reclamando de custos adicionais para instalação de ar condicionado nos colégios, como fiação e energia elétrica.
Comentou que pode fornecer gratuitamente talões de rifas para que escolas obtenham dinheiro para as despesas.
Como em ocasiões anteriores, Myrella Soares da Silva (União Brasil) teceu críticas especialmente à gestão da Saúde em Bariri.
Falou que estava vestida de preto em luto pelas pessoas que perderam a vida em Bariri com sintomas de dengue.
Questionou os dados divulgados diariamente sobre a doença, os quais, para ela, estão subnotificados.
Myrella falou, por exemplo, que a agente de combate às endemias Daniele Joana Ramos Caçador da Silva teria morrido comprovadamente por causa da dengue (em Bariri há três óbitos em investigação).
A vereadora lembrou que fez representação ao Ministério Público (MP) com base nos relatos feitos no Legislativo pelo agente de combate às endemias Rodrigo Reis Villela sobre demora no enfrentamento das larvas do mosquito e fornecimento de repelente aos servidores.
Myrella finalizou comentando que Bariri não deveria se orgulhar de ter montado ambulatório da dengue no Centro de Diagnose. Segundo ela, o ideal é que a parte preventiva (eliminação de criadouros) tivesse a atenção do poder público.