
Moscas estão aparecendo em grande quantidade no Jardim Primavera 2 e imediações (Divulgação)
A grande presença de moscas no Jardim Primavera 2, em Bariri, e arredores continua sendo alvo de investigação por parte da Prefeitura de Bariri. Segundo a Diretoria de Agricultura e Meio Ambiente e a Fiscalização Ambiental do município, diversas providências já foram adotadas após as reclamações feitas por moradores da região.
Para auxiliar na apuração das possíveis causas do problema, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, unidade de Jaú, foi acionada e enviou dois médicos-veterinários e um engenheiro agrônomo para vistoriar uma granja localizada próxima ao bairro, local que vinha levantando suspeitas de irregularidades.
De acordo com parecer emitido pela Defesa Agropecuária, não foram encontradas inconformidades sanitárias durante a fiscalização realizada no dia 6 de maio, dentro do Programa de Sanidade Avícola.
O órgão informou ainda que a granja está devidamente registrada junto ao sistema estadual e possui certificado renovado anualmente, conforme normas do Ministério da Agricultura e Pecuária.
No dia 14 de maio, também foi realizado um levantamento em busca de possíveis focos de atração e proliferação de moscas na região.
Vinhaça
Outra hipótese investigada envolve a aplicação de vinhaça em lavouras próximas ao bairro. A Diretoria de Agricultura e Meio Ambiente entrou em contato com o setor ambiental da usina DCBio para verificar o uso do produto em áreas localizadas em um raio de até dois quilômetros do Jardim Primavera 2.
Segundo a usina, a aplicação da vinhaça é feita por pulverização e, após o procedimento, é utilizado bioinseticida para evitar a atração de moscas. Ainda conforme a empresa, equipes estiveram no local e não identificaram acúmulos ou poças do produto.
A Fiscalização Ambiental também vistoriou um confinamento de gado situado a aproximadamente 1,5 quilômetro do bairro. Durante a inspeção, não foram constatadas irregularidades, embora orientações preventivas tenham sido repassadas aos responsáveis para evitar a proliferação de vetores.
A Defesa Agropecuária também esteve no confinamento durante as visitas técnicas e informou que não encontrou problemas relacionados ao manejo ou às operações realizadas no local.
As investigações continuam em propriedades rurais num raio de até três quilômetros da área afetada, principalmente para identificar possíveis usos de vinhaça que possam contribuir para o aumento da população de moscas.
Na área urbana, empresas que possam funcionar como atrativo para os insetos também deverão passar por inspeções. Caso sejam encontrados focos, os responsáveis serão orientados a adotar medidas de combate e controle, incluindo instalação de armadilhas e dedetização realizada por profissionais habilitados.
A Prefeitura informou ainda que segue empenhada na identificação das causas do problema e destacou que, caso sejam constatadas irregularidades, os órgãos competentes serão acionados para adoção das medidas cabíveis. Novas atualizações deverão ser divulgadas à população nos próximos dias.
























