
Gilson durante discurso na Câmara, Paulo Crepaldi (em pé) votou pela abertura da Processante como primeiro suplente e três vereadores sorteados para conduzir a CP (Alcir Zago/Candeia)

Com sete votos favoráveis e dois contrários, a Câmara de Bariri autorizou a abertura de Comissão Processante (CP) contra o vereador Gilson de Souza Carvalho (PSB). A sessão foi realizada na noite de quinta-feira (6).
O caso trata de suposta prática de disseminação de informações falsas a respeito da morte de bebê na Santa Casa de Bariri, o que poderia configurar quebra de decoro. Conforme documento do Ministério Público (MP) anexado no pedido de abertura da CP, Gilson teria propagado deliberadamente informações falsas relacionadas à morte de uma criança ocorrida na Santa Casa
Votaram a favor da denúncia feita pelo munícipe Paulo Egídio Grigolin os vereadores Aline Prearo (Republicanos), Daniel de Madureira (PP), Laudenir Leonel (PL), Ricardo Prearo (PSD), Roni Romão (PL), Rubens Pereira dos Santos (PSD) e Paulo Fernando Crepaldi (PSB).
Primeiro suplente do partido, Crepaldi foi chamado a votar devido ao impedimento de Gilson, já que foi denunciado.
Foram contrários à abertura da CP os vereadores Leandro Gonzalez (Avante) e Myrella Soares (União Brasil).
Outra denúncia, feita por Carlos Roberto Furcin, foi arquivada pela presidência do Legislativo porque, de acordo com a Procuradoria Jurídica, não houve cumprimento de todos os requisitos legais, como indicação das provas no pedido encaminhado à Câmara.
O próximo passo foi o sorteio dos três vereadores que irão conduzir o andamento da Processante. Leandro Gonzalez é o presidente, Myrella a relatora e Rubens o membro.
Agora, Gilson terá prazo de dez dias para apresentar defesa prévia por escrito e indicar as provas que pretender produzir e arrolar testemunhas. Para a cassação do mandato são necessários seis votos.
Discursos
Gilson comentou na sessão que fez os comentários sobre a morte do bebê na sessão de 3 de fevereiro após ouvir relatos dos pais da criança. Afirmou que em nenhum momento acusou algum profissional da Santa Casa de ter provocado a morte do bebê, mas que não havia os insumos necessários no hospital.
Segundo o denunciado, a mãe foi ouvida pelo Ministério Público (MP) e teria confirmado o relato feito a ele. Inclusive, a família registrou boletim de ocorrência.
Para Gilson, a abertura da CP iria abrir um grave precedente, pelo fato de o vereador não poder se manifestar livremente na Tribuna.
Lembrou que não iria falar do assunto na sessão de 3 de fevereiro, mas que, na ocasião, foi interpelado pelo vereador Rubens.
Este falou logo na sequência, dizendo que a culpa não poderia caber a ele, mas que o colega deveria ter procurado a Santa Casa para ter informações mais precisas sobre a morte do bebê. “Não é justo falar que o hospital não tinha oxigênio”, comentou Rubens.
Leandro e Myrella pontuaram que Gilson agiu de forma equivocada na sessão de 3 de fevereiro, mas que a cassação de seu mandato não era a medida mais adequada.
Segundo eles, em muitos outros casos a Câmara poderia ter aberto Processantes, mas que nenhuma medida foi tomada. Algumas referências indiretas foram a Ricardo Prearo.
Este, último a fazer uso da palavra, disse que fatos comentados pelos vereadores eram no âmbito pessoal, diferentemente de Gilson, que teria colocado a Santa Casa em descrédito.
Relatou que as providências adotadas pelo Legislativo foram um pedido do MP. Além disso, fez referências indiretas a Myrella e Leandro como tendo, respectivamente, cometido assédio moral contra servidores e agressão contra ex-esposa.
























