Composição 1_1
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Airton Pegoraro, Edcarlos Santos, Neto Leoni e Fernando Foloni aglutinaram partidos políticos e filiados de olho nas eleições de outubro (Fotos Arquivo Candeia)

O encerramento dos prazos da janela partidária (em que vereadores puderam trocar de partido sem o risco de perderem a cadeira) no dia 5 de abril e da filiação partidária no dia 6 de abril definiu o agrupamento de forças políticas em Bariri para as eleições de 6 de outubro deste ano.
Pelo atual cenário, quatro grupos devem lançar nomes para a disputa ao cargo de prefeito: Airton Luis Pegoraro; Edcarlos Pereira dos Santos; Francisco Leoni Neto; e Luis Fernando Foloni.
Pela legislação eleitoral, partidos e federações poderão realizar, entre 20 de julho e 5 de agosto, convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador.
Após a definição das candidaturas, as agremiações têm até 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral.
Bariri tem 16 partidos vigentes. Dois vereadores são pré-candidatos a prefeito e contam, cada um deles, com quatro legendas na coligação: Airton Pegoraro e Edcarlos Santos. O último pode ter adesão de mais siglas (confira no box).
Airton, que trocou o MDB pelo Avante, tem mais três partidos que o apoiam: União Brasil; PDT; e PSB.
Edcarlos, que mudou do PSDB para o PP, conta também com o PL, Republicanos e Solidariedade.
O pré-candidato Neto Leoni, que no ano passado deixou o PSDB e se filiou ao PSD, é apoiado pelo Podemos.
O atual prefeito de Bariri, Fernando Foloni, que logo após a cassação do mandato de Abelardo Maurício Martins Simões Filho, em meados de novembro de 2023, trocou o Cidadania pelo MDB, conta com esse partido e também com o PRD. Como essa legenda tem em seu quadro pessoas próximas a Foloni e ao vereador Paulo Egídio Grigolin, a expectativa é que o grupo lance nome na disputa para prefeito.
Outros partidos devem definir no futuro que posicionamento irão adotar. É o caso do PT e do Rede Sustentabilidade.

Vereadores

Em relação aos vereadores da atual legislatura, três não mudaram de sigla durante o período da janela partidária. Benedito Antonio Franchini (Ditinho), eleito pelo PTB, continua na legenda, que passou a ser PRD com a fusão do PTB com o Patriota.
Luis Renato Proti manteve-se no MDB, assim como Myrella Soares da Silva no União Brasil.
Airton e Francisco Leandro Gonzalez filiaram-se ao Avante. Eles estavam, respectivamente, no MDB e Podemos.
Edcarlos trocou o PSDB pelo PP. A filiação ocorreu no dia 5 de abril, em ato que contou com a participação de presidentes e lideranças do PP e de outros partidos.
Paulo Grigolin saiu do PP e foi para o MDB, Ricardo Prearo deixou o PDT e foi para o PSD e Júlio César Devides mudou do Cidadania para o MDB.
Entre os vereadores, o maior grupo é formado por Airton, Leandro, Júlio e Myrella. Grigolin e Luis Renato estão em outra frente política. Ricardo está alinhado com Neto Leoni e Edcarlos não tem apoio entre os colegas de Legislativo. Ditinho é o único a afirmar que não será candidato no pleito deste ano.

Impasse entre PSDB e Cidadania

Dois partidos em Bariri que tiveram a nominata divulgada no prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral vivem um imbróglio.
O PSDB passou a ser comandado pelo radialista Rogério Aparecido de Morais, alinhado com Edcarlos Pereira dos Santos (PP).
Já o Cidadania tem como presidente Jeferson Carulo dos Santos, maestro da Banda Marcial Alexandre Giuliano Gallo, apoiador de Francisco Leoni Neto (PSD).
O “problema” é que os dois partidos formam uma Federação. Instituída pelo Congresso Nacional na Reforma Eleitoral de 2021, conforme a Lei nº 14.208/2021, a reunião de partidos em federações foi criada com o objetivo de permitir às legendas atuarem de forma unificada em todo o país.
Funciona como um teste para uma eventual fusão ou incorporação de legendas. Esta será a primeira eleição municipal com a participação das federações partidárias.
Elas podem ter candidatas e candidatos tanto nas eleições majoritárias (incluindo prefeito) quanto nos pleitos proporcionais (no caso de vereador).
As federações criadas funcionam como uma única agremiação partidária e podem apoiar qualquer candidato ou candidata, desde que permaneçam assim durante todo o mandato. Isso significa que elas devem vigorar por, no mínimo, quatro anos.
Futuramente, haverá definição sobre quem a Federação irá apoiar no município: Edcarlos; ou Neto Leoni.