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Evandro Folieni: acusação é de que ex-prefeito teria pagado R$ 3 mil para seu genro (já falecido) bater no vereador Edcarlos (Arquivo/Candeia)

Na sessão da Câmara de Bariri de 4 de março deste ano um dos assuntos comentados foi com relação a vazamento de áudio em que o ex-vereador Evandro Antonio Folieni (PP) fazia acusações contra o ex-prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB).

Na ocasião, o presidente do Legislativo municipal, Airton Luis Pegoraro (Avante), disse que encaminhou o assunto à Procuradoria Jurídica da Câmara para a tomada de medidas cabíveis. Uma delas foi acionar a Delegacia de Polícia de Bariri.

Ao Candeia, a defesa do ex-prefeito informou que Abelardo deve apresentar a representação à autoridade policial no prazo legal.

Quem cuida do caso é o delegado André Luiz Ferreira de Almeida. Segundo ele, houve encaminhamento de ofício ao ex-prefeito para que fizesse ou não a representação dentro do prazo legal.

O mesmo procedimento foi adotado em relação à Câmara. O documento assinado por Almeida foi lido na sessão legislativa de segunda-feira (6).

Em tese, podem ser configurados crime contra a honra e ameaça. Vereadores que eventualmente se sentiram ofendidos podem procurar o delegado para fazer a representação.

 

Agressão

 

No áudio vazado, Folieni menciona que Abelardo andava com seu genro, já falecido. Numa ocasião, o ex-prefeito teria pagado R$ 3 mil para o genro supostamente agredir o vereador Edcarlos Pereira dos Santos (PP). Folieni teria relatado isso para o colega da Câmara na ocasião.

No áudio, o ex-vereador não deixa claro sobre provas de suas acusações. No entanto, demonstra firmeza nas acusações, chegando a relatar que os vereadores poderiam propagar o material.

Segundo Folieni, o genro teria desistido e devolvido o dinheiro a Abelardo. O episódio teria provocado discussão entre Folieni e Abelardo posteriormente.

Na sessão da Câmara o vereador Francisco Leandro Gonzalez (Avante) tratou do assunto.

Disse que o atentado contra um vereador é um atentado contra todo o Legislativo. Requereu da presidência da Casa o encaminhamento de ofício à Delegacia de Polícia para apurar eventual crime.

Paulo Egídio Grigolin (MDB) também falou do caso. Para ele, as acusações são sérias e devem ser apuradas. Grigolin ressaltou, no entanto, que se forem inverídicas, o autor do áudio deve ser punido por propagar inverdades.