Composição 1_1
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Manoel Fernando Salina, presidente da Assobari: poder público e população precisam fazer sua parte no combate ao mosquito (Alcir Zago/Candeia)

O presidente da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Bariri (Assobari), Manoel Fernando Salina, esteve na sessão da Câmara de Bariri para falar a respeito de força-tarefa com o objetivo de recolher objetos inservíveis em bairros da cidade.
Na ocasião, ele teceu críticas ao governo municipal pela falta de ação no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Também esteve na sede do Legislativo o empresário Augusto Ferrari Neto, um dos idealizadores do mutirão que tem início na quarta-feira (7).
Salina diz que a Assobari e a sociedade civil como um todo estão preocupados com os crescentes casos de dengue no município.
Segundo ele, é impossível que sete agentes de controle de endemias vistoriem 19 mil domicílios em Bariri.
O presidente da Assobari entende que houve letargia do poder público em atuar para eliminar os criadouros do mosquito. Antes de Salina, ocupou a tribuna o agente de combate às endemias Rodrigo Reis Villela. Na ocasião, ele disse que em outubro do ano passado o setor alertou a administração municipal a respeito do elevado índice larvário do mosquito Aedes aegypti em Bariri, mas nenhuma ação concreta foi tomada, como mutirões, campanhas educacionais e aplicação de inseticida.
O presidente da associação criticou também a estrutura da Diretoria Municipal de Infraestrutura, com poucos servidores e maquinário.
Nesse sentido, tanto a Assobari quanto representantes da sociedade civil buscaram o apoio de empresários da cidade para somar esforços com a administração municipal a fim de realizar mutirão em bairros de Bariri.
Salina ressaltou que a população também precisa fazer sua parte, fiscalizando os imóveis para que não haja acúmulo de água. Finalizou que é necessário um valor maior de multa para que donos de terrenos mantenham limpos os lotes.
A questão da dengue foi o assunto mais comentado pelos vereadores durante a Palavra Livre.
Em geral, os edis elogiaram a iniciativa da Assobari e da sociedade civil, criticaram a demora da prefeitura em agir preventivamente e na instalação de ambulatório no Centro de Diagnose e Especialidades Dr. José Dorly Borges e destacaram a importância da colaboração de todos na luta contra o mosquito Aedes aegypti.