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Agente de combate às endemias Rodrigo Reis Villela: pedido de mutirão não foi atendido pela prefeitura (Alcir Zago/Candeia)

O agente de combate às endemias Rodrigo Reis Villela ocupou a tribuna da Câmara de Bariri na sessão realizada segunda-feira (5) para falar a respeito do trabalho da Vigilância Epidemiológica no enfrentamento da dengue.
Segundo ele, em outubro do ano passado o setor alertou a administração municipal a respeito do elevado índice larvário do mosquito Aedes aegypti em Bariri. O trabalho é feito a cada três meses, com 600 imóveis sorteados para receberem a visita dos agentes.
Rodrigo explica que o índice tolerável é 1,0. Na ocasião, o resultado apontou para índice de 4,0. No dia 26 de outubro houve reunião com o governo municipal para a realização de mutirão, medida que não foi atendida. Em janeiro deste ano o índice larvário chegou a 5,5 no município.
Trata-se do Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa). O Ministério da Saúde preconiza que, para se ter o melhor controle do Aedes aegypti, o indicador deve ser sempre de no máximo 1%. Entre 1% e 3,99%, o município entra em alerta para infestação pelo mosquito. E acima de 3,99%, o município é considerado com alto índice de infestação pelo Aedes aegypti.
Rodrigo pontuou que há 20 anos Bariri contava com 10 agentes para a vistoria de 500 quadras. Hoje são sete agentes para a verificação de 900 quadras. Eram oito servidores até a morte de Daniele Joana Ramos Caçador da Silva, 33 anos, na quarta-feira (31). Ela veio a óbito com sintomas de dengue.
Os agentes comunitários de saúde, que atuam nas Estratégias Saúde da Família (ESFs), atuam em 36% da área territorial do município. Os outros 64% são de responsabilidade dos agente de combate às endemias.
Segundo o agente, Bariri poderia dispor de mais profissionais, recebendo para isso recursos do Ministério da Saúde. Pelo porte da cidade, o ideal seriam 18 agentes de combate às endemias.
Outro ponto mencionado por Rodrigo é que a diária da nebulização costal sai por R$ 3.350,00. O dinheiro empregado nesse tipo de procedimento poderia ser empregado para a contratação de mais profissionais. Relatou, ainda, que repelentes só foram fornecidos aos funcionários em fevereiro deste ano.
Conclamou ao poder público, iniciativa privada e moradores como um todo para uma força-tarefa a fim de eliminar os criadouros do Aedes aegypti.
Ele finalizou pedindo para o Legislativo apresentar projeto para a denominação do Setor de Vigilância Epidemiológica com o nome de Daniele Joana Ramos Caçador da Silva.
O presidente da Casa de Leis, Airton Luis Pegoraro (MDB), disse que a sugestão será acatada.