Composição 1_1
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Abelardo Simões perdeu o foro privilegiado após cassação do mandato de prefeito (Arquivo divulgação)

O fato de Abelardo Maurício Martins Simões Filho ter tido o mandato cassado pela Câmara de Bariri em sessão realizada em meados de novembro do ano passado fez com que o político perdesse o foro por prerrogativa de função (foro privilegiado).
Dessa forma, investigação no âmbito criminal contra ele caberá ao Ministério Público (MP) em Bariri. Antes, quando era prefeito, Abelardo Simões deveria ser investigado pela Procuradoria-Geral de Justiça.
O procedimento contra o ex-prefeito foi distribuído em 28 de dezembro na 2ª Vara Judicial de Bariri, que hoje tem como juíza Priscilla Miwa Kumode. O juiz Maurício Martines Chiado agora atua na Comarca de Agudos. Abelardo Simões figura como averiguado nos autos.
Em recente manifestação na ação judicial contra cinco réus, o MP cita que aportaram autos investigatórios que tramitavam, paralelamente, em segunda instância em face de Abelardo.
De acordo com a Promotoria de Justiça, a investigação em relação ao ex-prefeito prosseguirá em autos separados “a fim de melhor organização e, ainda, considerando-se que em relação a ele há, também, outros possíveis crimes a serem apurados, demandando uma investigação em separado”.
O MP requereu da Justiça autorização para compartilhamento de todas as provas obtidas na ação penal em que figuram como réus Paulo Ricardo Barboza (dono da Latina Ambiental), Alexandre Gonçalves (capitão da Polícia Militar), Abílio Giacon Neto (dono da Mazo & Giacon), Flávio Muniz Dalla Coletta (ex-diretor municipal de Desenvolvimento Econômico) e Giuliano Griso (ex-diretor municipal de Obras).
Eles respondem por crimes como organização criminosa, fraudes licitatórias, fraudes contratuais, corrupção ativa e passiva, coação no curso do processo e roubo.