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Casa onde as mulheres moravam ficou destruída após acusado ter ateado fogo – Arquivo/Candeia

O Tribunal do Júri condenou Jean Sandro Miranda a 11 anos de reclusão por tentativa de homicídio por motivo fútil, lesão corporal e por ter causado incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de terceiro. O fato ocorreu no dia 2 de abril do ano passado na Rua Belmiro Furcin, no Bairro Domingos Aquilante, em Bariri.

Miranda ficou preso durante todo o trâmite processual, sendo julgado no dia 27 de novembro no Fórum de Bariri.

Conforme matéria do Candeia à época, um casal teve um desentendimento no local, quando o homem ateou fogo no imóvel e evadiu-se. A mulher foi levada ao pronto-socorro com ferimento na mão provocada por faca.

As chamas atingiram todos os cômodos da casa, comprometendo a estrutura do imóvel e queimando eletrodomésticos. Equipe do Corpo de Bombeiros controlou as chamas.

Gabriel Cava, um dos advogados de defesa, diz que houve tentativa de desclassificação do crime de homicídio tentado para lesão corporal, mas os jurados tiveram outro entendimento. A defesa irá recorrer do resultado do júri junto ao Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.

 

Ciúme

 

Segundo a denúncia, o acusado tentou matar A. G. da S. (ex-esposa), mediante golpes com faca, ofendeu a integridade corporal de M. J. S., 77 anos (mãe de A.) e causou incêndio em casa habitada.

O casal manteve relacionamento por aproximadamente 10 anos. No dia do delito estavam separados.

Após a separação, a vítima e sua mãe passaram a residir no local dos fatos. Miranda passou a ocupar um imóvel localizado nos fundos do mesmo terreno.

Conforme a denúncia, na data dos fatos o acusado começou a proferir xingamentos contra a ex-companheira, no momento em que ela chegava em casa.

Ela decidiu ignorá-lo, razão pela qual ele passou a ameaçá-la, dizendo que a mataria. Algum tempo depois, quando a vítima estava almoçando com a sua genitora, foi surpreendida pelo homem, que, após escalar o muro divisório das casas, entrou na moradia com uma faca nas mãos.

Segundo o processo judicial, enquanto dirigia ameaças de morte, ele passou a desferir-lhe golpes com a faca, atingindo-a na região do abdômen. Diante do ataque, A. tentou defender-se, colocando a mão à frente da faca.

A mãe dela tentou conter o acusado e também foi por ele agredida. Vizinhos foram alertados pelos gritos de socorro, de modo que elas conseguiram deixar a casa. Por fim, o acusado ateou fogo na residência, que rapidamente se espalhou, destruindo completamente o imóvel.

Na fase policial e em juízo Miranda confessou a prática da tentativa de homicídio, admitindo ter agido motivado por ciúme. Além disso, alegou que estava alcoolizado. Dizendo estar arrependido, compareceu espontaneamente à delegacia após os fatos.