
Palmyra e Paulo disseram “sim” diante do altar da antiga Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores de Bariri há 75 anos (Fotos Divulgação)

Palmyra Masson, 99 anos, e Paulo Razaboni, 97 anos, moradores de Bariri, construíram sua história de amor de uma forma típica da época: nos passeios ao redor da praça da Matriz.
As famílias já se conheciam, mas foi durante os encontros no footing — quando as moças caminhavam de um lado e os rapazes do outro — que os olhares se cruzaram. E, entre sorrisos tímidos e cumplicidade silenciosa, nasceu um amor que resistiria ao tempo.
Não demorou para que o namoro se tornasse um compromisso sério. E assim, no dia 20 de maio de 1950, um sábado ao entardecer, Palmyra e Paulo disseram “sim” diante do altar da antiga Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, em Bariri.
A noiva, deslumbrante em seu vestido branco e seu bouquet de flores, feitos por suas próprias mãos, entrou na igreja ao som da Ave Maria, cantada por uma grande amiga, Maria Aparecida Gerlin. O noivo, impecável em seu terno sob medida, esperava emocionado.
A cerimônia, celebrada pelo padre José Bonifácio Carreta, teve seus momentos eternizados pelas lentes do fotógrafo Annelo Zeni, o cronista visual da cidade.
Após a bênção, a celebração continuou com um animado baile, onde o sanfoneiro tocou a noite inteira para amigos e familiares. Era o começo de uma caminhada marcada por amor, trabalho e superação.
Os anos passaram e trouxeram ao casal cinco filhos: Rosa Maria, Ana Maria, João Donizete, Iêda Maria e Paulo Manoel. Em busca de oportunidades para garantir um futuro melhor para a família, mudaram-se para Itaju e, mais tarde, para Ribeirão Preto, onde os filhos puderam realizar o sonho dos estudos. Na USP, seguiram carreiras brilhantes: medicina, odontologia, engenharia civil, farmácia e engenharia eletrônica.
O amor que nasceu na praça de Bariri frutificou. Hoje, 75 anos depois, Palmyra e Paulo cercam-se de uma grande família: filhos, genros, noras, netos e bisnetos — 30 pessoas unidas pelo exemplo de força e dedicação desse casal extraordinário.
Nós, seus filhos e descendentes, celebramos esta história de vida com gratidão e admiração. “Vocês nos ensinaram que o verdadeiro amor não se mede pelo tempo, mas pela cumplicidade, pelo respeito e pelo desejo de seguir juntos, dia após dia. Que alegria é testemunhar essa união que segue firme, forte e cheia de vida!”
Obrigado a todos que nos acompanham nesta comemoração tão especial.
Texto: Dulce Rozaboni
























