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Rossieli Soraes, secretário da Educação, à direita, defende que mesmo com agravamento da pandemia, a volta às aulas em São Paulo seja mantida – Divulgação

Dirigentes das redes de ensino de Bariri esperam decisão do prefeito eleito, ratificando decreto estadual de retorno às aulas presenciais da rede básica de ensino para o ano de 2021, o que compreende alunos da educação infantil até o ensino médio.

As regras de retorno foram anunciadas pelo governador João Doria no dia 17 de dezembro, em coletiva à imprensa, e depois publicadas no Diário Oficial do dia 18.

A decisão vale para escolas públicas (estaduais e municipais) e privadas. No ano que vem, as aulas nas escolas estaduais terão início no dia 1º de fevereiro.

De acordo com os dirigentes, eles esperam o posicionamento do novo chefe do Executivo para iniciar preparação das voltas às aulas para os mais de 7 mil estudantes locais. A decisão do prefeito pode resultar de acordo regional, como vem ocorrendo através do Plano SP.

Segundo Lia Maura Beluzzo de Queiroz Foloni, diretora da Cooperativa Educacional de Bariri (Coeba), há decisão de volta às aulas e atividades escolares no dia 1º de fevereiro, de um jeito ou de outro, de forma presencial ou remota. “O entendimento é que não há outra possibilidade se quisermos manter o compromisso com calendário escolar e os conteúdos”, ressalta.

Lia Maura espera decisão em esfera regional ou municipal que confirme a recomendação de volta presencial de pelo menos um terço dos alunos. “Será um ensino híbrido, enquanto uma parte acompanha as atividades in loco, os demais recebem as atividades via remota, alternadamente”, afirma.

De acordo com Gislaine Macena Camilo, da Escola Mini Mundo e Colégio Max Macena, entre os grupos de mantenedores de escolas há previsão de retorno em 1º de fevereiro dentro de “novo normal”, ou seja, com aulas presenciais para um terço dos alunos e distanciamento mínimo de 1,5 m. “O sindicato das escolas já divulgou os protocolos a serem seguidos, que inclusive estão sendo utilizados em outros países, com compra e adequação de material necessário”, afirma.

A educadora confirma que dentro dessa previsão é essencial o aval do prefeito e que pais e responsáveis serão orientados sobre os protocolos a serem adotados.

Em comunicado oficial à imprensa, a Rede Sesi-SP afirma que está realizando o retorno das aulas presenciais em todas as suas unidades no estado de São Paulo em que isso for permitido pelo poder público municipal.

Segundo o texto, como essa programação de retomada muda de cidade para cidade, familiares e estudantes devem acompanhar, semanalmente, os comunicados emitidos pela unidade escolar local.

O prefeito eleito, Abelardinho Martins Simões Filho, afirmou que está estudando as medidas tomadas pelo governo de SP, que indicam retorno de aulas presenciais em 1º de fevereiro, mas não tem nada definido. “Esta decisão provavelmente será tomada em conjunto com a nova diretora de Educação”, adianta.

De acordo com a atual diretora de Educação, Ana Fabiola Camargo Fanton Rodrigues, nos dias 28 e 29 de dezembro ela vai coordenar a atribuição de aulas, que será seu último ato no cargo. “Vamos deixar tudo encaminhado se houver decisão de iniciar aulas presenciais no dia 1º de fevereiro”. Comenta.

 

Aulas presenciais

 

De acordo com o governo de SP, as aulas presenciais poderão ser retomadas em todo o estado mesmo que a região esteja na Fase 1 – Vermelha do Plano São Paulo, plano do governo paulista de retomada gradual da economia durante a pandemia do novo coronavírus.

A mudança, no entanto, não vale para o Ensino Superior. Neste caso, as aulas só voltarão quando a região estiver na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo.

Antes, o retorno presencial das aulas só ocorreria quando as regiões do estado estivessem a partir da Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo. Mesmo assim, essa volta teria que ser feita de forma gradual. Os protocolos previam, por exemplo, que as escolas poderiam receber apenas 35% dos alunos em atividades presenciais, e mantendo distanciamento mínimo de 1,5 m.

Com a mudança, as escolas de Educação Básica poderão retomar atividades presenciais no ano que vem a partir da Fase Vermelha, mas somente podendo atender até 35% de sua capacidade.

Quando a região entrar na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo, a Educação Básica poderá atender até 70% da capacidade e o Ensino Superior poderá ser retomado com até 35% dos alunos em aula presencial.

Quando chegar à Fase 4 – Verde, a Educação Básica poderá receber a totalidade dos alunos e as universidades e faculdades poderão receber até 70% dos alunos.

O retorno às aulas foi planejado com base no Plano São Paulo, que é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). Atualmente, todas as regiões de São Paulo se encontram na Fase Amarela.

Segundo o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, das 2,8 mil escolas estaduais que estão abertas desde setembro em São Paulo, não foram registrados casos de transmissão de covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus] em ambiente escolar.

 

Histórico

 

Desde o dia 8 de setembro, escolas estaduais do interior reabriram escolas com atividades de reforço e acolhimento emocional. O governo de SP já autorizou a retomada de aulas para o Ensino Médio em 7 de outubro e, para o Ensino Fundamental, em 3 de novembro, pautado em medidas de contenção da epidemia, seguindo as recomendações sanitárias do Centro de Contingência do coronavírus.

Cerca de 1,7 mil escolas estaduais em 314 municípios retornaram com atividades presenciais no Estado, sendo 800 na capital paulista.

Para a retomada, a Seduc-SP adquiriu e distribuiu uma série de insumos destinados tanto aos estudantes quanto aos servidores, como 12 milhões de máscaras de tecido, mais de 440 mil face shields (protetor facial de acrílico), 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel, 100 milhões de rolos de papel toalha e 1,8 milhão de rolos de papel higiênico.

 

Com informações da Agência Brasil e Assessoria de Imprensa do Estado