Composição 1_1
Composição 1_1

A Secretaria Estadual da Educação apresentou no início deste mês os resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) de 2021. De acordo com o órgão, os dados da avaliação confirmam as perdas irreparáveis causadas pela pandemia e fechamento das escolas.
Não foi diferente em Bariri e na região. Houve queda acentuada das notas dos alunos no 9º ano do ensino fundamental e mais ainda no 3º ano do ensino médio em comparação à prova de 2019 (confira quadros). Os dois anos avaliados são os últimos do ciclo do fundamental 2 e do médio. O 5º ano também é avaliado, mas as unidades de ensino estaduais de Bariri e da região não possuem alunos nesse ciclo.
O Saresp foi aplicado em dezembro do ano passado para estudantes de escolas estaduais. De Bariri, foram avaliados alunos das escolas Ephigênia Cardoso Machado Fortunato e Idalina Vianna Ferro. De Boraceia a prova foi aplicada na Escola Estadual Edir Helen Sgavioli Faccioli e em Itaju, na Escola Estadual Erasto Castanho de Andrade.
Em comparação com a média estadual, as unidades do interior do Estado e a Diretoria de Ensino de Jaú, as escolas de Bariri, de Boraceia e de Itaju tiveram notas superiores em relação ao Saresp de 2021 em Língua Portuguesa e Matemática.
Quanto ao 3º ano do ensino médio, as notas das escolas de Boraceia e de Itaju são maiores em relação aos colégios de Bariri e acima da média regional e estadual.

Proficiência

Segundo a secretaria estadual, em média todos os ciclos apresentaram queda em comparação à última prova realizada em 2019 e na série histórica. As pontuações obtidas são classificadas em quatro etapas de proficiência – Avançado; Adequado; Básico; Abaixo do básico – que se adequam de acordo com o ano/série.
Os componentes avaliados são Língua Portuguesa (LP), Matemática e área de Ciências da Natureza, além de redação e preenchimento de questionário socioemocional e econômico.
Os resultados da avaliação de Ciências da Natureza não foram divulgados, pois a última avaliação foi aplicada em 2014 e com o currículo anterior; portanto, não há comparabilidade.
Os resultados apontam que em Língua Portuguesa, o aluno que está no 5º ano apresenta a mesma proficiência de um estudante do 3º ano do ensino fundamental, no nível adequado.
No 9º ano, a média do conhecimento se encontra no básico, o que seria adequado para o 7º ano. Já o aluno da 3ª série do ensino médio saiu da escola com proficiência adequada ao estudante do 8º ano do ensino fundamental.
Em Matemática, o aluno que está no 5º ano está com a mesma proficiência esperada de um estudante do 2º ano. O aluno do 9º ano possui conhecimento adequado para o 5º ano. Na da última série do ensino médio, o estudante saiu da escola com defasagem de quase seis anos.

Apoio para melhoria do aprendizado

Estudantes da rede estadual do 3º ao 6º ano do ensino fundamental passaram a receber apoio personalizado por necessidades de aprendizagem. Desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), o projeto Aprender Juntos objetiva consolidar habilidades essenciais à trajetória escolar dos estudantes, com destaque à escrita, leitura, compreensão e produção de textos, além de letramento matemático.
Na prática, a proposta consiste em reagrupar os estudantes, em 4,5 mil escolas que atendem do 3º ao 6º ano, por parte do tempo no turno regular de aulas, conforme as necessidades semelhantes, para apoiá-los em diferentes níveis de aprendizagem.
Desta forma, os professores conseguem desenvolver atividades pedagógicas personalizadas e mais assertivas para favorecer a aprendizagem e que promovam maior engajamento estudantil.
Cada escola, conforme plano de implementação, irá propor o modelo de reagrupamento mais adequado à realidade, que considera avaliações realizadas pela própria unidade ou as oferecidas pela Seduc-SP, como a Avaliação da Aprendizagem em Processo. Em 2021, foram 714 mil estudantes matriculados nos quatro anos contemplados pelo projeto.
A criação do Aprender Juntos foi motivada por um estudo inédito realizado em 2021 pela Seduc-SP, em parceria com o CAEd (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação). Esses resultados demonstraram que os estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental foram os mais impactados pela pandemia.

Fonte: Secretaria Estadual da Educação

Da Redação