Composição 1_1
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O Candeia realizou levantamento junto à Secretaria Nacional de Trânsito para verificar quantos veículos estão rodando em Bariri no momento.
A proposta do jornal foi levantar reflexão sobre o Maio Amarelo, movimento criado com a finalidade de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito de todo o mundo.
Os dados de março de 2024 apontam para uma frota de 27.600 veículos, a maioria automóveis (14.589 unidades).
Considerando que, pelo Censo de 2022 do IBGE, Bariri conta com 31.595 habitantes e que pessoas até 18 anos de idade não têm habilitação para dirigir, é quase um veículo por morador.
A segurança no trânsito no Brasil é apoiada em três pilares: engenharia, educação e esforço legal, que engloba fiscalização e legislação.
Observando esse tripé, não é difícil concluir que a educação é onde o problema mais ocorre.
E quando se fala em educação, trata-se de um conceito mais amplo, incluindo as condutas diárias no trânsito.
Basta verificar o que ocorre no dia a dia com motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. É muita gente que comete infrações diárias, sem contar a falta de bom senso com o próximo.
Só para ficar em alguns exemplos, para determinados motoristas seta não existe. Quem para no estacionamento 45 graus e precisa sair com o automóvel nem sempre conta com a colaboração de quem está transitando na via em parar e esperar.
Há motociclistas e condutores de bicicletas motorizadas que cometem abusos em ruas e avenidas.
Faixa de pedestre nem sempre é utilizada por quem está caminhando e também pelo motorista que chega até ela e não espera o transeunte atravessar a via.
São questões do dia a dia nem sempre sujeitas à fiscalização de agentes de trânsito, mas de má conduta na direção e na falta de empatia com o próximo.
As partes de engenharia e de esforço legal devem existir, mas o principal está no eixo educação, considerando também os desrespeitos às leis de trânsito. Que o Maio Amarelo sirva de reflexão sobre como cada um se comporta no trânsito.

“As partes de engenharia e de esforço legal devem existir, mas o principal está no eixo educação, considerando também os desrespeitos às leis de trânsito”