
A Câmara Municipal de Bariri tem se tornado um local de constantes embates, que muitas vezes culminam na abertura de Comissão Processante (CP) na tentativa de cassar o mandato do prefeito ou de vereador.
Nem bem começou 2025 e já foi protocolado pedido para que o vereador Gilson de Souza Carvalho (PSB) perca sua cadeira.
Em 2023, o então prefeito Abelardo Maurício Martins Simões foi alvo de duas CPs.
Em março houve um pedido de cassação do mandato do prefeito, feito pelo jornalista José Iraldo Androciolli Júnior (Vavá), hoje diretor municipal de Infraestrutura. Na ocasião, o Legislativo rejeitou a instalação da Comissão Processante, com empate na votação por quatro a quatro.
Seis meses depois, Gilson, na condição de cidadão, protocolou pedido no Legislativo, citando eventuais fraudes no contrato firmado pela Prefeitura de Bariri com a empresa Latina Ambiental. A CP resultou na cassação do mandato de Abelardo.
No ano passado mais uma Processante, desta vez de iniciativa de Mauricio Rodrigues contra Ricardo Prearo (PSD).
O pedido era de cassação do mandado do vereador por causa de supostas agressões praticadas por ele contra Maurício numa lanchonete da cidade. Por cinco votos contra quatro, a Câmara de Bariri não aceitou a denúncia.
Agora, Gilson volta aos holofotes, desta vez na condição de denunciado. Carlos Roberto Furcin ingressou com o pedido devido à suposta prática de disseminação de informações falsas a respeito da morte de bebê na Santa Casa de Bariri, o que poderia configurar quebra de decoro. Denunciante e denunciado tiveram embates no passado por causa do Sindicado dos Servidores Públicos Municipais de Bariri.
Na votação da abertura de CP contra Prearo, no ano passado, Gilson foi chamado a votar, como suplente. Agora, as posições se inverteram.
Na posição de “pedra” em duas Processantes, uma em 2023 e outra em 2024, agora Gilson está como “vidraça”. No meio político, é tido como polêmico e, além disso, conseguiu inimigos por conta das duas Processantes anteriores das quais participou.
Mesmo quem torça pela cassação de seu mandato, é preciso que haja a boa condução da Processante, caso seja aberta, com amplo direito de defesa.
As matérias veiculadas pelo Candeia estão sendo acompanhadas por grande parte da população, o que mostra preocupação com o assunto.
Que esse constante clima de beligerância na Milionária do Vale seja reavaliado e não continue a resultar em retrocessos políticos, mais do que o município tem vivido há pelo menos uma década e meia.
























