
“O novo edital estima valor mensal de R$ 247,9 mil e no mínimo 45 trabalhadores. Com o cumprimento à risca do contrato haverá um ganho de produtividade no município” (Imagem Divulgação)
Especialistas em saúde pública são categóricos em afirmar que a ação mais efetiva no combate à dengue é a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. As fêmeas necessitam de sangue e de água parada (e limpa) para colocar seus ovos.
Nesse sentido, o poder público exerce papel fundamental no enfrentamento da doença. Em Bariri, como pode ser observado nas últimas semanas, o cenário foi mais positivo para o Aedes aegypti, mas agora há dois indicativos de que a situação pode mudar.
O primeiro deles é que a Prefeitura de Bariri marcou para a terça-feira (20) a sessão de abertura de licitação para contratar empresa de limpeza urbana.
A atual prestadora, Garra Consultoria Ambiental Ltda., foi contratada emergencialmente, após período de três meses em que o município ficou sem o serviço por causa da suspensão do contrato com a Latina Ambiental. Por força de contrato, a Garra não realiza todos os serviços necessários.
O novo edital estima valor mensal de R$ 247,9 mil e no mínimo 45 trabalhadores. Com o cumprimento à risca do contrato haverá um ganho de produtividade no município. Inclusive, em períodos chuvosos o Executivo pode verificar a possibilidade de aumentar as horas e os dias trabalhados.
Há anos o serviço de capina e limpeza é feito pela iniciativa privada. Com a folha de pagamento do Executivo batendo no limite, a contratação de empresa torna-se uma medida correta para essa e outras tarefas. O importante é que haja rigor no cumprimento do contrato.
Ainda na área da limpeza, é de destacar a parceria entre poder público e iniciativa privada no mutirão que acontece em Bariri. A soma de esforços tem possibilidade o recolhimento de muito material inservível que pode acumular água parada para servir de criadouro do Aedes aegypti.
Outro ponto é que a administração municipal resolveu atacar quem tem terreno e não o mantém limpo. A partir de segunda-feira (19) o Setor de Fiscalização deve iniciar ronda e autuar quem não cumpre seu papel de cidadão.
Tardou para essa medida acontecer. Para a virada de mesa foi preciso uma explosão nos casos de dengue em Bariri e a possibilidade de que tenham ocorridos óbitos na cidade por causa da doença (as mortes aguardam a chegada de exames).
A legislação é dura com quem não faz sua parte. Mas é preciso que a prefeitura exerça seu poder de polícia e dê cumprimento à lei.
Quem tem imóvel próprio ou alugado também deve fazer sua parte, verificando cada canto da residência que possa servir de criadouro do mosquito. Caso contrário, alguém próximo pode pegar dengue e passar por maus bocados.
























