
O ano de 2025 foi marcado por várias rusgas entre o Executivo e o Legislativo em Bariri.
A impressão é que 2026 será um pouco mais harmonioso, pelo menos é o que demonstrou a primeira sessão camarária do ano.
Os vereadores se reúnem de forma ordinária no dia 2 de fevereiro, mas foram chamados a participar de sessão extraordinária na quarta-feira (21) por causa de projetos de lei encaminhados pelo prefeito e que deveriam ser apreciados com urgência.
Um deles trata da revisão geral anual dos vencimentos dos servidores, no caso de Bariri, sempre no mês de janeiro.
A ideia da administração municipal foi valorizar funcionários com ganhos menores em detrimento dos que ganham mais. A título de exemplo, caso fosse dado um aumento linear de 5%, quem ganha R$ 5 mil passaria a receber mensalmente R$ 5.250,00. Já um servidor que ganha R$ 1,7 mil receberia com o reajuste R$ 1.785,00.
Foi significativo o reenquadramento funcional de categorias historicamente subvalorizadas, que agora terão ganhos reais em seus salários. A construção coletiva do projeto — envolvendo Executivo, vereadores e o sindicato da categoria — é um exemplo positivo de diálogo institucional que precisa ser preservado.
Outra matéria apreciada na sessão extraordinária de quarta-feira (21) era mais polêmica.
Trata do pedido de autorização legislativa para que a Prefeitura de Bariri permutasse cinco áreas institucionais de sua propriedade por uma particular para construção de Unidade Básica de Saúde (UBS).
Num primeiro momento, parece ser um mau negócio para os cofres públicos. No entanto, tanto o Executivo quanto a maioria dos vereadores “enxergaram” nessa troca pontos positivos para o município, especialmente para os futuros usuários da UBS que será construída no Jardim Garotinho.
A comparação entre as glebas privada e públicas deve levar em conta vários pontos, como localização, infraestrutura, posição geográfica etc. Para a maioria dos vereadores, esse conjunto de fatores justificou a aprovação do projeto remetido pelo prefeito Airton Pegoraro.
Eventualmente, se a matéria fosse rejeitada, o governo iria construir a unidade numa de suas áreas institucionais, sem infraestrutura adequada e distante de muitos moradores.
Outro ponto a ser observado é que a utilização de áreas institucionais na atualidade carece de objetivos condizentes com a necessidade pública. A pergunta é: o que erguer nessas e em outras áreas institucionais espalhadas pela cidade? A permuta para a construção de uma UBS em local mais adequado parece ter sido uma boa saída.
Como historicamente faz, o Candeia continuará cobrindo as sessões camarárias e levará aos leitores e internautas informações em forma de matérias e editoriais, como neste caso. E que a relação entre Executivo e Legislativo seja pautada pelo interesse público.
























