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Editorial: Algazarra envolvendo motocicletas

26 dez, 2025

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“Como o efetivo da Polícia Militar (PM) é insuficiente para fazer frente a esse problema, já que a corporação tem inúmeras outras demandas para atender, é preciso usar estratégias para minimizá-lo” (Imagem Divulgação)

Na última edição de 2025 – interativa – um dos assuntos do Candeia trata de reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), na qual se discutiu exclusivamente sobre o desrespeito de alguns motociclistas na condução dos veículos, especialmente “estralando” as motos.
Por inúmeras vezes ao longo deste ano o problema foi tratado no conselho e também nas edições do jornal.
Tem se tornado frequente, em Bariri e região, a circulação de motociclistas que “estralam” motos, promovem manobras perigosas e avançam pelas vias públicas em alta velocidade.
Além do barulho excessivo – que desrespeita moradores, perturba o sossego e agride o direito coletivo à tranquilidade – a condução irresponsável transforma ruas e avenidas em verdadeiras pistas de risco.
Não se trata apenas de incômodo sonoro. É um problema de segurança pública. Escapamentos adulterados, empinar motos, circular sem capacete ou ultrapassar limites de velocidade são infrações gravíssimas previstas na legislação. Mais do que multas, estas atitudes colocam em risco a vida do próprio condutor, de passageiros e de pedestres que nada têm a ver com a imprudência alheia.
Como o efetivo da Polícia Militar (PM) é insuficiente para fazer frente a esse problema, já que a corporação tem inúmeras outras demandas para atender, é preciso usar estratégias para minimizá-lo. Uma delas é o investimento em tecnologia, como câmeras de monitoramento, para tentar identificar infratores.
Além dessa questão, uma novidade vem aí. A partir de 1º de janeiro, ciclomotores – inclusive os modelos elétricos enquadrados nessa categoria – passam a seguir normas mais rígidas de registro, licenciamento e habilitação. A mudança decorre da Resolução Contran nº 996, de 2023, que redefine a classificação de veículos leves eletrificados e estabelece critérios claros para circulação em vias públicas.
Agora, somente ciclomotores registrados no Renavam, com placa e documentação regular, poderão circular. Também será exigida ACC ou CNH categoria A para condução.
As regras não são mero detalhe burocrático. Trata-se de segurança viária. Equipamentos como faróis, retrovisores, velocímetro, buzina, pneus em bom estado e o uso de capacete deixam de ser recomendação para se tornarem obrigação. Bicicletas elétricas com pedal assistido continuam dispensadas de habilitação e emplacamento, mas veículos com acelerador e maior desempenho passam a ser tratados como ciclomotores.
Diante disso, o caminho é claro: informação, regularização e responsabilidade. Quem já possui ciclomotor deve procurar os órgãos de trânsito e se adequar. O poder público, por sua vez, precisa orientar, fiscalizar e garantir condições seguras de circulação.
É preciso levar em consideração, também, que muitos adolescentes conduzem esse tipo de veículo, muitas vezes sem a devida orientação e preparo para conviver com o trânsito.

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