Economizar energia é uma forma de baratear a conta no fim do mês – Divulgação
O consumidor de energia elétrica deve se preparar para pagar uma conta mais salgada a partir deste mês. Há dois fatores incidindo sobre a conta de luz.
O primeiro deles é a bandeira tarifária. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a tarifa neste mês será amarela, com custo de R$ 1,00 para cada 100 quilowatts-hora consumido. Em abril a bandeira era verde, sem custo para os consumidores.
Maio é o mês de início da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Embora a previsão hidrológica para o mês indique tendência de vazões próximas à média histórica, o patamar da produção hidrelétrica já reflete a diminuição das chuvas, o que eleva o risco hidrológico (GSF) e motiva o acionamento da bandeira amarela.
Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.
Com o anúncio da bandeira amarela é necessário intensificar as ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia.
Tarifas
Outro aumento é relacionado às tarifas praticadas pela CPFL Paulista. A Aneel aprovou um reajuste médio de 8,66% nas tarifas da concessionária, válido desde 8 de abril.
O reajuste para os consumidores atendidos em baixa tensão será de 8,34%, em média, enquanto o aumento médio para as tarifas de consumidores atendidos em alta tensão será de 9,30%.
O principal motivo foi o aumento dos itens financeiros da tarifa, com impacto de 9,07% no total do índice médio do reajuste, já incluídos os efeitos positivos do pagamento antecipado do empréstimo da chamada Conta ACR, que cobriu custos extraordinários com risco hidrológico em 2014, e dos ajustes em rubrica da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que colaboraram para segurar a alta.
O aumento dos custos de energia também influenciou o reajuste, em especial pelo aumento do valor da energia gerada por usinas operadas pelo sistema de cotas e pelo impacto da variação cambial na energia de Itaipu.

























