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José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp: previsão é de encerrar o ano com emprego negativo na indústria paulista / Everton Amaro/Fiesp

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do Ciesp em Jaú apresentou resultado praticamente estável no mês passado. A região é composta por 11 municípios, Bariri entre eles.

A variação ficou em -0,06%, o que significou uma pequena queda de aproximadamente 10 postos de trabalho.

Considerando o período entre janeiro e agosto há um acumulado de -16,51%, representando uma queda de aproximadamente 4.100 postos de trabalho. Nos oito primeiros meses de 2018 apenas em março houve crescimento na oferta de vagas.

Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -23,72%, com redução de aproximadamente 6.450 postos de trabalho.

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do Ciesp em Jaú no mês passado foi influenciado pelas variações negativas de artefatos de couro, calçados e artigos para viagem (-1,41%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,07%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.

O resultado só não foi pior devido às variações positivas dos setores de produtos alimentícios (0,52%) e móveis (2,57%), que também influenciaram o cálculo do indicador.

Os dados apenas de Bariri podem ser verificados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. De janeiro a julho (o mês de agosto ainda não foi divulgado) a indústria da transformação em Bariri contratou 738 trabalhadores e demitiu 593, com saldo positivo de 145 vagas.

São Paulo

A indústria paulista encerrou 2,5 mil postos de trabalho em agosto, queda de -0,11% frente a julho na série sem ajuste sazonal.

Porém no acumulado do ano, o saldo segue positivo em 14 mil vagas (+0,64%). Com o ajuste sazonal, o resultado para o mês ficou estável em -0,08%.

“A nossa previsão é de encerrar o ano com emprego negativo na indústria paulista. Esse cenário começou a ganhar força com greve dos caminhoneiros, a indefinição política e a preocupação com o ambiente de negócios internacional, que tem causado o afastamento dos investimentos. É o ambiente sadio de negócios que traz o emprego e faz com que a economia volte a melhorar. Temos no mercado interno uma ociosidade em torno de 35%”, diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp.

Em relação às propostas apresentadas pelos candidatos a presidente da República, Roriz diz que elas foram muito analisadas pela Fiesp. “Não tem nenhuma que nos convença de que em 2019 teremos uma situação bem melhor do que temos agora. Pelo contrário. Estamos convencidos que vamos ter muitos problemas. Vamos ter desafios grandes ano que vem. Logo de início vamos ter de trabalhar fortemente com a reforma da previdência. Temos o problema para atingir o teto dos gastos. O novo presidente vai ter a árdua tarefa de negociação com o Congresso e a sociedade para fazer as reformas que o País precisa”, declara.