
O taleme é, sem dúvida, um dos elementos mais significativos da cultura de Bariri. O prato de origem sírio-libanesa só existe na cidade e faz parte das memórias afetivas de todos os baririenses.
Recentemente, o tema tem sido trazido à tona por iniciativas da criação de um festival do taleme e de um reconhecimento por parte da Câmara Municipal como patrimônio cultural. Além de ter sido citado no livro do historiador Diogo Bercito sobre a culinária árabe no Brasil.
Mas o taleme é apenas uma dentre as muitas receitas que compõe as mesas dos baririenses, celebrando a fusão das culturas sírio-libanesas, italiana e caipira. Além da boa e velha “comida de verdade”, nascidas nos primeiros sítios paulistas, em Bariri, como em nenhuma outra cidade do interior, há combinação de fogaças, crustoli, polenta, coalhada e tantas outras receitas de além-mar.
Em 2020, o empresário e historiador Marco Milani e sua esposa, Vanessa Rovaris, publicaram um livro com uma breve pesquisa sobre a história de Bariri e de sua cultura culinária.
“Nessa obra, abordamos diversos assuntos que correm o risco de se perder com a memória dos mais velhos, como o uso dos utensílios feitos com latas de conserva ou a fabricação de linguiça e carne na lata nas próprias casas”, destaca Marco Milani.
Segundo ele, quem se interessar pode ler o “Raízes da culinária baririense” na Biblioteca Municipal, ou, para os estudantes, na biblioteca das escolas da cidade.
Quem preferir pode adquiri-lo através da página no Instagram: @culinariabaririense e na livraria Vamos Ler em Jaú. “Todo esforço para manter um pouquinho desse nosso passado tão saboroso é muito bem-vindo”, finaliza o historiador.
























