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Por causa de poda irregular realizada em julho de 2020, prefeitura fará compensação ambiental – Arquivo/Candeia

Representantes da prefeitura de Bariri participaram de audiência de conciliação na sede da Polícia Militar Ambiental, em Bauru, no dia 23 de dezembro.

Na ocasião, houve acordo para reparação de dano ambiental ocorrido em julho de 2020 em relação à poda de 17 árvores em mata ciliar às margens do Córrego do Sapé, próximo à Avenida Dario Foloni, na Vila Americana. A PM Ambiental foi acionada, esteve no local e elaborou boletim de ocorrência.

Conforme o Termo de Recuperação Ambiental assinado entre as partes, a prefeitura de Bariri terá de fazer o plantio de 425 mudas em diversas áreas do município que necessitem de arborização. Dezessete delas deverão ser plantadas às margens do Córrego do Sapé.

Além disso, a administração municipal terá de pagar multa. O valor da autuação foi de quase R$ 9 mil, mas foi concedido desconto de 40%. Pelo interesse da prefeitura em resolver o assunto, o processo-crime foi arquivado.

 

Críticas

 

Quando houve o corte das árvores, seis meses atrás, o Candeia conversou com Maria Eduarda Jugeick, 22 anos, bióloga, professora e moradora da Vila Americana. Ela utilizou as redes sociais para criticar a poda.

Na ocasião, disse que as árvores estavam sendo cortadas sem acompanhamento de supervisor técnico responsável. Relatou também um dos funcionários informou que havia simplesmente recebido a ordem para realizar o serviço.

No local foi possível verificar árvores com galhos cortados, troncos no chão e algumas cortadas até na raiz.

Na ocasião, a prefeitura alegou que a programação e operacionalização dos serviços eram de responsabilidade da empresa de limpeza terceirizada que presta serviço ao município.

Outro ponto defendido pelo Executivo é que a limpeza do local era reivindicação antiga de moradores da região que se manifestaram favoráveis ao serviço realizado.

“A prefeitura deixa claro que é totalmente contrária a cortes severos de árvores ou qualquer tipo de vegetação natural, bem como desmatamentos ou cortes ilegais, e preza pela manutenção e bem estar da fauna e flora municipal”, citou a administração municipal ao Candeia.