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Através de acesso clandestino, munícipes burlam restrições e continuam a utilizar o local para descarte de lixo, para transtorno dos moradores – Divulgação

Antes de depois: por solicitação da Vigilância Epidemiológica, há 15 dias o “buracão” passou por limpeza e retirada de lixo, entulho e móveis abandonados – Divulgação

Maria Aparecida, moradora do Jardim Esperança II, procurou o Candeia para relatar transtorno provocado pela péssima prática de munícipes, que continuam utilizando o “buracão” para jogar lixo, entulhos e roupas e móveis velhos.

Além do flagrante crime ambiental, a sujeira acumulada contribui para a proliferação de insetos, aranhas, baratas, ratos e, em especial escorpiões, que invadem as residências e quintais.

A vala existente na Rua Mário Simoneti, no Jardim Esperança 2, conhecida por “buracão” é um problema ambiental e epidemiológico antigo, cuja tentativa de solução já envolveu o Ministério Público, a Prefeitura de Bariri e empresas que fizeram o uso para extração de argila e outros recursos naturais.

Segundo a moradora, muitas pessoas ainda conseguem burlar as medidas tomadas para evitar a invasão do local para descarte de sujeira. Na entrada foi colocado portão com cadeado, para dificultar o acesso ao local.

As pessoas, no entanto, utilizam uma entrada clandestina que fica próxima ao muro da casa de Maria Aparecida. Fotos enviadas pela moradora demonstram que muitas pessoas continuam jogando lixo, entulhos e roupas e móveis velhos. Eles chegam em carriolas, carroças e outros transportes.

Maria Aparecida conta que os moradores já solicitaram junto à Vigilância Epidemiológica, que a Prefeitura de Bariri fecha o acesso clandestino, mas isso ainda não ocorreu.

 

O outro lado

 

Vanessa Eliane Navarro, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, afirma que o órgão vem cumprindo a risca o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado junto ao Ministério Público, para recuperar o dano provocado pela extração de argila e impedir a poluição ambiental, através do descarte irregular de lixo.

Segundo ela, no acordo cabe à vigilância fiscalizar e realizar o controle de zoonoses, em especial em relação a escorpiões. Todo mês, os agentes fazem vistoria e, no caso da denúncia feita pela moradora, é solicitada a limpeza do local, pelo setor de Infraestrutura da Prefeitura de Bariri.

De acordo com Vanessa, há 15 dias o “buracão” recebeu máquinas e caminhões da prefeitura e os servidores efetuaram serviço de limpeza e retirada do lixo, entulhos e móveis e roupas descartados do local. “Solicitei o serviço ao prefeito, através de oficio, após constatar a situação do local”, relata.

A coordenadora tem fotos e relatórios fornecidos pelo setor de Infraestrutura, dando conta do ‘antes e depois’ da operação. No entanto, não é a primeira vez que, após a limpeza do local, munícipes burlam as restrições e voltam a utilizar o “buracão” para depósito de lixo e sujeira.

Vanessa diz que tem conhecimento da entrada clandestina citada pela moradora e que já solicitou ao setor de Obras a interdição do acesso. Segundo ela, foi informada que obra está no cronograma de serviço.