
Apae é uma das referências para atendimento de pessoas com deficiência e com diagnóstico de transtorno do espectro autista em Bariri (Arquivo Candeia)
No município de Bariri foram identificadas 160 pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), o que corresponde a 0,5% da população da cidade. Também foram contabilizadas 2.552 pessoas com deficiência, representando 8,2% das pessoas com dois anos ou mais de idade na população.
As informações são do “Censo Demográfico 2022: Pessoas com Deficiência e Pessoas Diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista – Resultados preliminares da amostra”, divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Uma das referências para atendimento desse público no município é a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
No caso do transtorno do espectro autista, o levantamento constatou 119 homens e 41 mulheres em Bariri – diagnóstico esse feito por algum profissional de saúde.
Já em nível de Brasil, entre os grupos etários a prevalência de diagnóstico de autismo foi maior entre os mais jovens: 2,1% no grupo de 0 e 4 anos de idade, 2,6% entre 5 e 9 anos, 1,9% entre 10 e 14 anos e 1,3% entre 15 e 19 anos. Esses percentuais representam, ao todo, 1,1 milhão de pessoas de 0 a 14 anos com autismo. Nos demais grupos etários, os percentuais oscilaram entre 0,8% e 1,0%.
Ao se considerar conjuntamente os recortes de sexo e idade, o grupo de meninos de 5 a 9 anos apresentou o maior percentual de diagnóstico: 3,8% da população masculina nessa faixa etária, o equivalente a 264,6 mil indivíduos. Entre as meninas da mesma faixa, o percentual foi de 1,3%, totalizando 86,3 mil pessoas. Situação semelhante foi observada no grupo 0 a 4 anos, com prevalência de 2,9% entre os meninos e 1,2% entre as meninas.
Vulnerabilidade
Em relação às pessoas com deficiência em Bariri, são 1.387 mulheres e 1.165 homens. O IBGE leva em consideração o percentual de pessoas de 2 anos ou mais de idade com deficiência no total pessoas de 2 anos ou mais de idade.
Considera-se pessoa com deficiência aquela que respondeu, em ao menos um dos tipos de dificuldades funcionais, que ‘Tem muita dificuldade’ ou ‘Não consegue de modo algum’ para ‘Grau de dificuldade funcional’.
Os tipos de dificuldades funcionais captados foram: de enxergar, mesmo usando óculos; de ouvir, mesmo usando aparelhos auditivos; de andar ou subir degraus, mesmo usando prótese; de pegar objetos pequenos, como botão ou lápis, ou abrir e fechar tampas de garrafas, mesmo usando aparelho de auxílio; e de se comunicar, realizar cuidados pessoais, como trabalhar e estudar devido a alguma limitação nas funções mentais.
Luciana dos Santos, analista do IBGE, observa que “embora ainda não seja possível avaliar através dos dados do Censo 2022, a relação da incidência de deficiência com a renda, há estudos que identificam uma correlação entre a prevalência da deficiência com menor acesso a serviços básicos, educação, saúde e qualidade de vida em geral”, afirma.
Continua a pesquisadora: “nesse contexto, a Região Nordeste, historicamente marcada por baixos índices de desenvolvimento humano, acaba sendo mais vulnerável a circunstâncias que podem causar deficiência, como má nutrição, falta de acesso à saúde etc. Ou seja, a maior incidência de deficiência no Nordeste é um reflexo das desigualdades sociais e econômicas da região”.
























