
“O fato de os educadores tornarem público essas demandas numa reunião na sede do Legislativo dá a impressão de que o Executivo não está dando o retorno esperado a eles”
A Câmara de Bariri realizou audiência pública na quarta-feira (29) para tratar da demanda de entidades e de unidade de ensino.
Representantes de instituições, creches, Emeis e escolas de ensino fundamental 1 e 2 estiveram na sede do Legislativo para falar a respeito das necessidades do dia a dia.
É preciso fazer um recorte entre os pleitos. As entidades são mantidas com recursos públicos e também com a realização de eventos para auxiliar no fechamento da conta.
Já as unidades de ensino são diferentes. A maior fatia do orçamento do município é direcionada ao Setor de Educação.
A prefeitura de Bariri estima para o ano que vem receita de R$ 164 milhões. No caso da Educação, o montante previsto para o ano que vem é de R$ 67,5 milhões, 12,3% a mais que o estimado para 2023 (R$ 60,1 milhões).
Fora a Associação de Pais e Mestres (APM) – e isso quando estão em atividade –, as escolas praticamente dependem só do Executivo para o trabalho cotidiano, e isso inclui o pagamento dos funcionários, material didático, de consumo e de limpeza, custo da merenda, entre outros.
Diante de um cenário em que as matrículas escolares estão estáveis por causa da queda da natalidade, o desafio hoje dos gestores, sem contar o processo educacional, é a manutenção e a melhoria dos prédios públicos.
Na audiência dessa semana, representantes das unidades de ensino tornaram público que as escolas passam por necessidades básicas, como falta de brinquedos, e investimentos importantes, como instalação de aparelhos de ar condicionado, ainda mais diante das recentes ondas de calor que atingiram o município.
O fato de os educadores tornarem público essas demandas numa reunião na sede do Legislativo dá a impressão de que o Executivo não está dando o retorno esperado a eles. Parece haver uma lacuna de comunicação entre a Diretoria Municipal de Educação e quem atua diariamente nos colégios.
Boa parte dos pedidos feitos por diretores e representantes das escolas não tem como ser atendida em curto prazo por exigirem soma vultosa de recursos – e nisso as emendas impositivas são insuficientes. Mas há itens que podem ser atendidos e rapidamente.
Que a audiência pública dessa semana sirva para que haja mais diálogo entre as partes, com a apresentação da real situação financeira da prefeitura, demonstrando o que pode ser realizado já e o que deve ficar para o futuro, atendendo ao que é mais prioritário primeiro.
























