
O prefeito Luis Fernando Foloni (MDB) anunciou novas medidas de combate à dengue em Bariri.
As ações foram informadas em audiência pública realizada na noite de quinta-feira (14) na Câmara de Bariri, numa iniciativa da Casa Legislativa, a qual teve duração de mais de 3 horas.
Segundo Foloni, a partir de segunda-feira (18) serão utilizados dois drones para a verificação de imóveis que possam acumular água. Presente à audiência, a diretora municipal de Saúde, Irene Chagas Rangel, disse que os locais de maior foco de larvas do mosquito Aedes aegypti são o centro e o Jardim Umuarama.
Outra medida é a realização de fumacê (aplicação do inseticida por termonebulização) por toda a cidade a partir de terça-feira (19). O veículo passará a partir das 17h a fim de encontrar as casas abertas.
Até o momento, a administração municipal mostrava-se resistente em aplicar o produto. A justificativa é que a principal medida era o bloqueio casa a casa na identificação de larvas do mosquito.
Conforme o prefeito, como os agentes de controle de endemias e agentes comunitários de saúde têm encontrado menos larvas nas casas, agora poderia ser utilizado o fumacê.
A diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS) de Bauru, Fabiola Leão Soares Yamamoto, também participou da reunião.
Disse que Bariri não é o município com o maior número de casos de dengue na região e que o DRS e outros órgãos dão as orientações técnicas para enfrentamento da doença, no entanto, cabe aos municípios definir as medidas a serem tomadas.
Os dados de casos de dengue disponibilizados pelos governos estadual e federal estão bem aquém dos informados pelo município.
O último boletim, de sexta-feira (15), aponta para 2.659 casos positivos em Bariri, com 1.261 exames descartados. Pelo Estado, são 1.140 casos. A diferença estaria na demora em lançar os dados no sistema.
Cobrança
Sete vereadores compareceram à audiência. As ausências foram dos vereadores Benedito Antonio Franchini (PRD) e Júlio César Devides (Cidadania).
A maioria deles fez uso da palavra, cobrando do Executivo a necessidade de tomada de medidas mais enérgicas antes, desde outubro do ano passado.
Recentemente, o agente de controle de endemias Rodrigo Villela utilizou a tribuna para relatar que o índice larvário em Bariri estava alto em outubro do ano passado (4,0%) e piorou em janeiro deste ano (5,5%). O índice acima de 3,99% é considerado alto para infestação pelo mosquito.
Profissionais da imprensa e pessoas presentes à sede do Legislativo também puderam fazer perguntas. A maioria relatou que deve haver trabalho conjunto entre poder público e população para o enfrentamento da dengue e que a prefeitura, por ter decretado emergência, deve alocar os recursos necessários nessa finalidade.
Há consenso entre os especialistas de que um conjunto de ações devem ser tomadas para o enfrentamento da doença. Uma das principais é a visita de agentes casa a casa, porque normalmente os criadouros do Aedes estão dentro dos imóveis.
Locais como ferros-velhos e que armazenam inservíveis devem ter monitoramento constante.
Fabiola, do DRS, disse que o platô de casos ainda não foi atingido. Historicamente, registros de dengue são mais comuns nos meses de março e abril. É preciso fazer a lição de casa e lutar com todas as armas possíveis e se preparar para a próxima estação quente, a fim de reduzir os criadouros e consequentemente os casos de dengue.

























