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Acusado da morte de Mariana Bazza é condenado a mais de 40 anos

25 ago, 2020

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Rodrigo Pereira Alves foi condenado pelos crimes de estupro, latrocínio e ocultação de cadáver – Foto: Divulgação

A Justiça condenou Rodrigo Pereira Alves a 40 anos, 10 meses e 18 dias de prisão pela morte da estudante Mariana Forti Bazza, crime ocorrido em setembro do ano passado.

Ele irá cumprir a pena no regime inicial fechado. Não houve substituição do regime por causa do montante da pena aplicada e pelo fato de o réu ser reincidente.

De acordo com o Ministério Público (MP), Rodrigo já cumpriu pena de 16 anos por roubo, sequestro, extorsão e latrocínio tentado, e havia saído da cadeia cerca de 30 dias antes do crime contra Mariana.

O resultado do julgamento teve rápida repercussão na região e em todo o País. Jornais, rádios e sites de notícia deram ampla divulgação ao caso.

Rodrigo foi condenado por estupro, latrocínio e ocultação de cadáver. Recentemente, foi ouvido em audiência de instrução e julgamento na forma telepresencial.

Em seguida, acusação e defesa apresentaram alegações finais para que houvesse julgamento do caso.

Preso preventivamente, o homem foi detido no dia 25 de setembro de 2019 em Itápolis. Pouco tempo depois ele passou por uma audiência de instrução em Bariri. Houve forte aparato policial para impedir que o réu fosse agredido por populares.

Mariana desapareceu na manhã de 24 de setembro do ano passado após sair de academia que frequentava, na Avenida José Jorge Resegue (Avenida do Lago).

Câmeras de segurança e uma foto tirada por ela de um homem que ofereceu ajuda para trocar um pneu furado levaram a polícia até o suspeito.

O veículo foi dirigido pela jovem a uma chácara em frente da academia, onde Rodrigo fazia bico como pintor.

Após fugir da polícia, o suspeito foi preso à noite em Itápolis. O carro da estudante, um VW de cor preta, estava naquela cidade.

O réu negou que tivesse praticado o crime, mas indicou o local onde o corpo de Mariana estava (distrito de Cambaratiba, que pertence ao município de Ibitinga).

Na fase policial e na instrução processual no Judiciário continuou a negar a prática do crime, mas laudos periciais e provas testemunhais permitiram à Justiça ter elementos para comprovar a autoria dos crimes contra a estudante.

Não há mais detalhes do processo porque tramita em segredo de Justiça.

 

Decisão da Justiça ocorre após quase um ano do crime – Foto: Arquivo

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