
Daniele Joana Ramos Caçador da Silva trabalhava como agente de combate às endemias (Reprodução/Facebook)
Daniele Joana Ramos Caçador da Silva, 33 anos, morreu por volta das 23h de quarta-feira (31) em Bariri possivelmente em decorrência da dengue. É preciso aguardar o resultado de exame para confirmar ou não a doença. Daniele trabalhava desde junho de 2015 como agente de combate às endemias, no Setor de Vigilância Epidemiológica.
A informação é da diretora municipal de Saúde, Irene Chagas do Nascimento Inácio Rangel.
Segundo ela, a servidora passou mal na tarde de quarta-feira (31) e foi levada ao Centro de Saúde. Como estava bem debilitada, com pressão arterial baixa, foi encaminhada ao pronto-socorro da Santa Casa de Bariri e depois transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não resistiu e morreu.
Daniele tinha uma filha de 4 anos. Seu corpo foi velado no Velório Municipal e sepultado na quinta-feira (1º) no Cemitério Municipal de Bariri.
Outra morte
A diretora de Saúde diz que existe outro caso de morte em Bariri suspeito de ter ocorrido em decorrência da dengue. Trata-se de um homem que morreu recentemente no município.
Além disso, há um funcionário da diretoria internado na Santa Casa de Jaú com sintomas da dengue.
Irene diz que a situação é preocupante e necessita da colaboração de todos os moradores na eliminação do criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
De acordo com ela, de cada 10 casas visitadas pela equipe da Saúde, em oito são encontradas larvas do mosquito.
Dengue é preocupação no mundo todo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que cerca de metade da população mundial (3,9 bilhões de pessoas) vive em risco de contrair dengue. Uma análise feita pela Universidade de Oxford estima que, até 2080, esse número pode chegar a 6 bilhões, devido ao aumento das temperaturas e da adaptação do mosquito Aedes aegypti a locais onde antes não circulava.
A cada ano, são registrados de 100 milhões a 400 milhões de casos de dengue no mundo. No Brasil, a doença acomete cerca de 1 milhão de pessoas anualmente. Em 2023, a incidência foi maior na região Sul (1.269,8 mil casos/100 mil habitantes), seguida da Sudeste (1.028,6 casos/100 mil habitantes) e da Centro-Oeste (935,9 casos/100 mil habitantes), conforme o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.
A maioria das pessoas não tem sintomas; outras, apresentam febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, náuseas e manchas vermelhas na pele, que podem durar de uma a duas semanas.
No entanto, alguns indivíduos podem desenvolver formas graves da doença, também conhecidas como dengue hemorrágica ou síndrome do choque da dengue, que acometem principalmente quem passa por uma segunda ou terceira infecção.
A dengue grave atinge um a cada 20 pacientes e costuma aparecer depois de três a sete dias do início dos sintomas, quando a febre começa a baixar. Nesse momento, o paciente pode sentir dor abdominal intensa, vômito persistente, sangramento nas gengivas ou nariz, queda de pressão arterial e dificuldade respiratória, entre outras complicações que podem levar à morte.
























