Alunos de Jaú (SP) aprovados no vestibular acharam a joia entre as moedas coletadas de motoristas nas ruas da cidade. Ideia é que dono ‘distraído’ descreva a peça para poder reavê-la.
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Renato Massambini (centro) e Vinícius Medeiros logo após o pedágio com a “doação inusitada”: ideia é achar o verdadeiro dono — Foto: Arquivo pessoal
Dois calouros de Jaú (SP) aprovados nos vestibulares deste ano viveram esta semana emoções variadas: primeiro, ao verem seus nomes nas listas de futuros alunos de faculdades da região e, depois, ao acharem uma aliança de ouro entre as moedas dos “pedágios” que fizeram nas ruas da cidade, atividade tradicional para arrecadar fundos para as festas pela aprovação.
Convictos de que a “doação” inusitada – e valiosa – foi um acidente protagonizado por algum motorista distraído, Vinícius Medeiros, de 17 anos, e Renato Massambani, de 18, resolveram lançar uma campanha nas redes sociais da cidade para achar o verdadeiro dono da peça de ouro.
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Jovens encontraram aliança entre moedas arrecadadas em pedágio de calouros em Jaú — Foto: Arquivo Pessoal
Nas postagens, algumas delas com mais de 300 compartilhamentos, os calouros propõem um desafio: o verdadeiro dono deve entrar em contato através das redes sociais descrevendo a aliança, tanto em seus detalhes, como na inscrição gravada na parte interna.
A “doação acidental”, segundo os calouros, aconteceu quando um grupo de alunos aprovados nos vestibulares fazia o “pedágio” de arrecadação em uma rua do bairro Jardim de Baixo, em Jaú. Eles acreditam que a peça poderia estar no console do carro junto a algumas moedas e acabou “indo junto” no momento do pedágio.
Na postagem, os calouros brincam e explicam que a campanha tem até mesmo um “caráter social”, a partir do momento que o verdadeiro dono, se conseguir descrever a peça e recuperá-la, terá uma prova pública de que não perdeu a aliança “fazendo coisa errada”.
Segundo a empresária Bete Neves, mãe de Renato e que está com a joia, muitas pessoas já ligaram para ela tentando “resgatar” a peça.
“Tem gente que arrisca uma inscrição, tem outras pessoas que garantem que é a dona, mas não descrevem os detalhes, e tem alguns ainda querendo comprar a peça. Mas não tem jeito, isso [a aliança] não é nosso e vamos devolver só para a pessoa que provar que é a dona”, explica a empresária.
A mãe do calouro diz ainda que, caso o verdadeiro dono não apareça, a ideia é vender a aliança e reverter o valor em ações sociais, como compra de cestas básicas para pessoas carentes.
Para reaver a peça, o dono da aliança deve entrar em contato com os promotores da ação através das redes sociais, nas páginas pessoais da empresária Bete Neves, e dos calouros Renato e Vinícius, que receberam a “doação”.
























