
Foram exonerados Edinho Longo, da diretoria de Agricultura e Meio Ambiente, e Vavá Lins, que ocupava a diretoria de Serviços e Infraestrutura (Divulgação)
A Prefeitura de Bariri exonerou dois diretores do primeiro escalão após apontamentos de irregularidades na fiscalização do contrato de limpeza pública. As medidas foram oficializadas nesta quarta-feira (15) pelo prefeito Airton Luis Pegoraro, em meio a uma investigação conduzida pelo Ministério Público.
Foram exonerados José Iraldo Androciolli Junior, conhecido como Vavá Lins, que ocupava a Diretoria de Serviços de Infraestrutura, e Édson José Longo Filho, o Edinho Longo, então diretor de Agricultura e Meio Ambiente.
Durante entrevista coletiva, o prefeito afirmou que a decisão não representa condenação prévia dos exonerados, mas uma medida administrativa para garantir transparência enquanto os fatos são apurados. Participaram da coletiva, além do prefeito, a chefe de gabinete Luciana Lucino e a diretora municipal de Finanças, Silvia Aparecida Cândido.
De acordo com Pegoraro, a prefeitura foi notificada pelo Ministério Público na última sexta-feira (10), com prazo de 48 horas para resposta. A investigação apontou diversas irregularidades na execução do contrato de limpeza urbana. O prefeito afirmou que determinou a suspensão de pagamentos à empresa contratada, a abertura de sindicância para apurar responsabilidades internas, a instauração de processo administrativo para avaliar possíveis sanções à empresa, a revisão de medições e pagamentos pelo controle interno e a notificação da empresa para corrigir falhas em 24 horas. Segundo ele, a empresa já havia sido fiscalizada anteriormente e notificada ainda no início da atual gestão, mas os problemas persistiram.
Questionado sobre a possibilidade de pagamentos integrais por serviços não executados, o prefeito afirmou que a hipótese será investigada. A diretora de Finanças, Silvia Aparecida Cândido, declarou que os repasses foram feitos com base em documentação apresentada pela empresa, como folhas de pagamento e relatórios mensais. Mesmo assim, a administração determinou nova verificação detalhada. Segundo o prefeito, caso seja constatado dano ao erário, haverá cobrança dos valores.
Novo contrato e transição emergencial
O contrato atual de limpeza pública se encerra nesta semana e a prefeitura já publicou um novo edital, com pregão eletrônico previsto para o dia 30 de abril. Até a definição de uma nova empresa, a administração pretende manter o serviço com estrutura própria e contratação emergencial. O prefeito afirmou que será feita uma força-tarefa com servidores disponíveis, uso de equipamentos municipais e contratação temporária para serviços de roçagem, com expectativa de normalização em até 30 dias.
O prefeito justificou a terceirização do serviço alegando limitação de pessoal no quadro municipal. Segundo ele, o número de servidores operacionais é insuficiente para assumir toda a limpeza urbana. Ele afirmou que o setor conta atualmente com cerca de seis trabalhadores, o que inviabiliza a execução direta dos serviços em toda a cidade.
Gestão direta provisória
Sem novos diretores nomeados, as áreas de Infraestrutura e de Agricultura e Meio Ambiente passam a ser conduzidas provisoriamente por servidores de carreira, com decisões finais assinadas pelo próprio prefeito. Pegoraro afirmou que a escolha de novos responsáveis será feita sem pressa, diante da dificuldade em encontrar profissionais com perfil adequado para os cargos.
O prefeito também declarou que o modelo de contratação anterior apresentava falhas e que o novo edital busca corrigir distorções, priorizando o pagamento por serviço efetivamente executado. Ao final, afirmou que a administração não pretende ocultar informações e que eventuais responsabilidades serão apuradas. Segundo ele, não há julgamento antecipado, e os fatos serão analisados no âmbito da sindicância e das investigações em andamento.
























