
Aline, Ricardo e Daniel foram alguns dos vereadores que abordaram o assunto na sessão de terça-feira, dia 16 (Alcir Zago/Candeia)
A iniciativa da Prefeitura de Bariri em exigir de alguns servidores públicos o cumprimento da jornada de trabalho, conforme concursos realizados no passado, foi alvo de críticas por todos os vereadores que trataram do assunto na sessão de terça-feira (16).
No momento, o foco do Executivo é com relação a algumas categorias que deveriam cumprir 44 horas semanais, no entanto, alguns funcionários historicamente têm realizado 40 horas por semana.
O primeiro a se manifestar foi Francisco Leandro Gonzalez (Avante). Para ele, o cumprimento de 40 horas semanais é uma questão já pacificada e consolidada, não havendo necessidade de mudanças. Defendeu o envio de projeto de lei ao Legislativo para regularizar o quantitativo de horas trabalhadas.
Myrella Soares da Silva (União Brasil) disse que profissionais com salários mais altos, como médicos e dentistas, tiveram a carga horária reduzida no passado de 20 horas para 10 horas semanais e que o mesmo poderia ser feito com servidores com salários mais baixos. Entende que o prefeito poderia reavaliar essa questão.
O próximo a tratar do assunto foi o presidente da Câmara de Bariri, Ricardo Prearo (PSD). Segundo ele, no dia a dia alguns servidores já cumprem 40 horas semanais e que eventual mudança sem o consentimento entre as partes pode esbarrar no Judiciário, sem contar o aspecto moral da exigência.
Prearo criticou a administração municipal por ter tomado essa decisão de forma unilateral, sem conversa prévia com as partes envolvidas.
Aline Mazo Prearo (Republicanos), Rubens Pereira dos Santos (PSD) e Daniel de Oliveira Rodrigues (PP) também comentaram o assunto.
Em geral, relataram a falta de diálogo por parte do governo municipal e que não haveria necessidade de alteração da carga horária de alguns servidores porque há anos eles trabalham esse quantitativo de horas sem prejuízos ao serviço público.
Outro ponto mencionado é que há funcionários que trabalham em mais de uma unidade diariamente. A exigência de que cumpram 44 horas por semana pode trazer problemas a eles.
























