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A primeira Escola de Skate oferece gratuitamente aulas interdisciplinares à comunidade; e nem é preciso gostar da modalidade para participar – Divulgação

No Núcleo Domingos Aquilante, em Bariri, mais especificamente na pista pública de skate, cerca de 30 alunos reúnem-se semanalmente para aprender o esporte. Muito além de aulas tradicionais de técnicas para remar ou dar o famoso primeiro “ollie”, porém, essa escola une ensinamentos teóricos de inglês, geografia e conhecimentos gerais – tudo dentro do universo do skate. O serviço é gratuito e aberto a toda comunidade.

Amante das pranchas, o relações públicas Thiago Paleari, 30 anos, diz que a ideia não é formar skatistas profissionais nem substituir a escola convencional, e sim proporcionar um ambiente onde os alunos possam ser ouvidos, recebendo atenção e carinho. “Quero mostrar outras visões e perspectivas da vida. Incentivá-los a ter uma profissão, estudar e ter objetivos. Aumentar o leque de oportunidades para eles é o que buscamos”, declara o relações públicas.

O idealizador da Escola de Skate começou o projeto de forma despretensiosa e, hoje, já inspira dezenas de jovens e crianças. “Tive a ideia de criar a escolinha, mas trazendo algo a mais, ensinando outros conteúdos contextualizados com o mundo do skate como forma de prender a atenção dos alunos”, explica Paleari.

Devido ao surgimento do esporte nos Estados Unidos, os nomes das peças e de suas manobras são utilizados como parte da lição. “A tábua é chamada de ‘shape’, que significa forma, já a parte da frente chama ‘nose’, que é nariz. Assim, vou ensinando algumas palavras básicas de inglês aos alunos”, conta Paleari. Na matéria de geografia, os Estados e regiões brasileiros são estudados através das cidades de origem dos principais skatistas.

Tudo isso acontece na própria pista, com a ajuda de uma lousa móvel e alguns canetões. “Descobri que tem criança que não faz muita questão de andar de skate, então ela fica ali desenhando no quadro”, conta o idealizador do projeto. É o caso do pequeno Wallace Ribeiro, de 5 anos, que por vezes prefere ficar no quadro com seus desenhos e pinturas

 

DEMANDAS

 

Apesar das exceções, a maioria dos alunos, cujas idades variam entre 4 a 16 anos, espera ansiosamente pela aula prática. “Atualmente, temos oito skates em que as crianças revezam. Já recebemos doações e alguns alunos também levam”, diz Thiago Paleari. Além das pranchas, eles também precisam de tênis, capacetes, canetões de lousa, entre outros equipamentos. A principal demanda, porém, é de um bebedouro para a pista.

A Prefeitura de Bariri, através do chefe de gabinete Flávio Coletta, informou que está aberta a apoiar esta iniciativa. Para a construção do bebedouro, ele pede que o responsável do projeto abra um processo administrativo junto à prefeitura solicitando essa implantação. Depois da avaliação do custo da obra, a expectativa é de que ela se concretize em um prazo de até três meses.

 

SERVIÇO

 

A Escola de Skate funciona às sextas-feiras, das 16h às 18h, na pista pública do Núcleo Domingos Aquilante. Quem tiver interesse em ajudar, os contatos são: (11) 95432-3176 ou thiago@amaisassessoria.com.br

 

Fonte: JCNet e Texto: Samantha Ciuffa