Composição 1_1
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“Estudiosos do clima preveem que calamidades como a que atinge o Rio Grande do Sul desde a última semana serão cada vez mais frequentes no País”

Para muitos, falar em aquecimento global soa como assunto da “esquerda” ou de ambientalistas mais radicais contra o desenvolvimento econômico.

Mas o que tem ocorrido no Rio Grande do Sul nos últimos dias é um exemplo claro de que algo está anormal com o planeta.

Estudiosos do clima preveem que calamidades como a que atinge o Rio Grande do Sul desde a última semana serão cada vez mais frequentes no País.

No ano passado, o sexto relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) já previa um cenário de chuvas, secas, ondas de calor e incêndios mais intensos e frequentes no mundo todo.

Enchentes como as que atingiram o Rio Grande do Sul são resultado direto do aquecimento global. O calor faz com que os oceanos evaporem mais água, resultando em mais chuva. Conforme a concentração das precipitações num determinado local e período, o estrago está feito.

Diante do estrago colossal no estado do sul, as primeiras medidas são salvar vidas, dar abrigo, alimento e água.

O próximo passo é a recuperação de estradas, sistemas de fornecimento de água e energia elétrica, residências etc.

Em seguida, devem ser planejadas e executadas obras para evitar que tragédias como essa se repitam. Muitos locais do mundo aprenderam com os erros do passado e, hoje, possuem sistemas de alerta que informam rapidamente à população sobre fenômenos naturais que podem ser danosos.

Órgãos de fiscalização precisam se atentar a verbas destinadas para essa finalidade e se efetivamente foram alocadas em obras de prevenção.

Outro ponto a ser considerado é a soma de esforços de líderes mundiais no enfrentamento do aquecimento global.

Deve-se preservar o meio ambiente ao máximo, principalmente com a redução da poluição e do desmatamento, bem como com a preservação dos recursos hídricos.

As pessoas no dia a dia também podem contribuir para reduzir os danos das mudanças climáticas, como não adquirir aerossóis, aparelhos de refrigeração e ar condicionado que contenham CFC (clorofluorcarbono), economizar energia elétrica, reduzir o consumo de combustíveis fósseis e seus derivados, como o petróleo e a gasolina, plantar árvores, entre outras ações.

Uma questão a ser destacada é mais uma vez a solidariedade da população em geral com o povo gaúcho que sofre com as enchentes. Não foi diferente em Bariri. Para futuras campanhas seria importante a centralização de ações, com o poder público tomando à frente. Ficaria mais fácil para os moradores saber como ajudar, onde levar os produtos e até quando colaborar.