
Eclusa ao lado da Hidrelétrica Álvaro de Souza Lima, em Bariri: governo estadual reduziu calados no Rio Tietê – Arquivo/Candeia
O Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH) recebeu no final de maio deste ano alerta do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) informando que a hidrovia Tietê-Paraná poderia ser paralisada.
A partir daí, o departamento passou a trabalhar numa redução gradativa de calados no Rio Tietê para evitar a paralisação e, assim, permitir o escoamento dos grãos.
Atualmente, a hidrovia tem cerca de 10 comboios operando, de um total de 24 (que funcionava de janeiro a maio deste ano). No ano passado, de janeiro a maio, eram 14 comboios.
O problema afeta diretamente o transporte da produção agrícola do Brasil. “A Secretaria de Logística e Transportes entende que é importantíssimo mudar a matriz energética do país para diminuir a dependência das hidrelétricas”, cita o órgão, por meio da assessoria de imprensa. “A secretaria acredita que tem faltado uma ação mais firme de planejamento para atenuar o problema, que é recorrente e vem se agravando em períodos mais recentes.”
O DH reforça que as ações e investimentos do governo estadual consolidaram a Hidrovia Tietê-Paraná como um dos mais importantes meios de transportes do setor agrícola da economia brasileira. Neste momento, tem transportado os níveis da safra de soja, milho e cana-de-açúcar.
Há investimento nesta modalidade com o objetivo de ampliar os canais de navegação e dar mais agilidade no transporte de cargas.
Estão em conclusão, por exemplo, as obras para implantação do canal de montante da eclusa de Ibitinga com investimento de quase R$ 10 milhões, e, em obras de desassoreamento, derrocamento desde fevereiro deste ano, além da ampliação de vãos de pontes, manutenção e implantação da sinalização náutica o que promove a segurança da navegação fluvial.
























