
Em Bariri, são 32 orelhões instalados, como os da foto, na Praça da Matriz (Alcir Zago/Candeia)
O ano de 2026 marca o fim definitivo dos orelhões nas ruas do Brasil. Símbolos de uma era da comunicação, os telefones públicos começarão a ser retirados em massa a partir de janeiro, após o encerramento das concessões das empresas responsáveis pelo serviço de telefonia fixa.
Segundo a Anatel, ainda existem cerca de 38 mil aparelhos no país, sendo mais de 33 mil ativos e aproximadamente 4 mil em manutenção. Em Bariri, são 32 aparelhos instalados.
A remoção, no entanto, será gradual. Os orelhões só permanecerão até 2028 em cidades sem cobertura de telefonia móvel.
A decisão reflete a obsolescência do serviço diante da popularização dos celulares. Em 2020, o Brasil ainda possuía mais de 200 mil orelhões, número que vem caindo rapidamente nos últimos anos. Como contrapartida, as operadoras deverão direcionar investimentos para redes de banda larga e telefonia móvel.
Criado em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, o orelhão se tornou um ícone nacional, reconhecido pelo design oval e pela eficiência acústica. Durante décadas, foi essencial para a comunicação, especialmente entre os anos 1970 e 2000, marcando gerações com a famosa “chamada a cobrar”.
























